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Presidente do Irã ordena reabrir acesso à internet mundial, diz mídia estatal

Governo iraniano ordena reabertura da internet mundial após bloqueio de quase noventa dias, com prejuízos econômicos e demissões no setor tecnológico

Iraniano vê postagem de Donald Trump em seu telefone, em Teerã, no dia 18/05: Acesso só via VPN
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  • O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou reabrir o acesso à internet internacional, segundo a imprensa estatal.
  • Operadores e internautas seguem sem acesso à internet mundial há cerca de 87 dias, com poucos contornando as restrições por meio de VPNs caras.
  • O bloqueio começou em 8 de janeiro, houve retomada parcial em fevereiro e novo bloqueio após ataques dos EUA e de Israel, em 28 de fevereiro.
  • As autoridades reforçam o uso de intranet para serviços conectados, especialmente em escolas, reduzindo ainda mais a circulação na rede global.
  • O impacto econômico é significativo: até US$ 80 milhões por dia em perdas; a Digikala demitiu 3% da equipe (200 pessoas) e a Kamva anunciou encerramento.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a reabertura do acesso à internet internacional, segundo a mídia estatal local. A decisão vem após quase 90 dias de bloqueio, iniciado em meio a tensões com os Estados Unidos e Israel. O mecanismo de reconexão ainda não foi detalhado pelas autoridades.

De acordo com o chefe de relações públicas do Ministério das Comunicações, a medida visa restabelecer a conectividade externa. Não há informações públicas sobre a data exata ou o procedimento para o retorno da internet global.

Até segunda-feira, o observatório NetBlocks apontava que 87% dos iranianos ainda não tinham acesso à rede mundial. Apenas alguns cidadãos conseguiam contornar as restrições com VPNs caras e avançadas.

Historicamente, o Irã restringe o acesso a conteúdos externos, mantendo uma rede interna para serviços essenciais, incluindo educação, com políticas de censura estreitas sobre sites externos.

O bloqueio afetou empresas locais, com impactos financeiros imediatos. Estimativas indicam perdas diárias de até US$ 80 milhões, diretas e indiretas, para o setor de tecnologia do país.

A Digikala, referida como a Amazon do Irã, já demitiu cerca de 3% de sua força de trabalho, aproximadamente 200 funcionários. A Kamva anunciou, recentemente, o encerramento de atividades.

Indústrias e startups iranianas passaram a depender mais da intranet para operações, serviços e cursos escolares, reduzindo a escala de atividades conectadas à rede mundial.

A medida de bloqueio e a subsequente tentativa de reconexão elevam a incerteza para investidores e para o ecossistema de tecnologia do Irã, que já enfrenta desafios regulatórios e de acesso a mercados internacionais.

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