- O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a retomada do acesso internacional à internet no país, segundo a mídia estatal.
- A medida não detalha como nem quando a reconexão efetiva ocorrerá.
- O apagão digital durou cerca de 87 dias, segundo o observatório NetBlocks, sendo um dos bloqueios mais longos já registrados.
- O bloqueio começou em oito de janeiro, houve retomada em fevereiro e nova suspensão a partir de 28 de fevereiro, após ataques de Estados Unidos e Israel.
- Enquanto isso, o acesso global continua restrito, com a população recorrendo a intranet e a VPNs, portanto, permanecem bloqueados muitos serviços e sites estrangeiros.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, ordenou a retomada do acesso internacional à internet no país. A ordem foi divulgada pela imprensa estatal na segunda-feira, 25 de maio de 2026, citando um funcionário do regime.
A reportagem destaca que a decisão partiu do chefe de relações públicas do Ministério das Comunicações. Ainda não foram divulgados detalhes sobre como, quando ou com que garantia o Irã voltará a se conectar plenamente à rede global.
A maioria dos iranianos ficou sem acesso à internet por cerca de 87 dias, segundo o observatório NetBlocks. O bloqueio começou em 8 de janeiro, com restauração gradual em fevereiro e novo cerceamento após ataques conduzidos por EUA e Israel em 28 de fevereiro.
Contexto do bloqueio e da conectividade
A rede global continua amplamente restrita, com serviços fortes controlados pelo regime. Em paralelo, cresce o uso de intranet para serviços locais, principalmente para escolas com currículo online.
Quem não possui VPN enfrenta limitações significativas, muitas vezes não podendo pagar pelos serviços que permitem driblar as barreiras. Assim, parte da população acessa apenas a rede iraniana, isolada da internet mundial.
Localidades e redes oficiais continuam sob supervisão das autoridades, que justificam a censura como medida de segurança diante das tensões regionais e do conflito em curso.
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