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Rússia anuncia ataque inédito e orienta estrangeiros a deixar Kiev

Rússia anuncia ataque inédito a centros de comando e à indústria de defesa de Kiev e orienta estrangeiros a evacuarem a capital

Moradores de Kiev em meio aos destroços após o ataque de domingo (24) promovido pela Rússia
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  • A Rússia anunciou, de forma inédita, ataque a centros de decisão e comando da Ucrânia e pediu que estrangeiros deixem Kiev; moradores foram orientados a evitar prédios do governo.
  • O governo russo afirmou que a ação é retaliação pela morte de 21 estudantes em um dormitório na região de Lugansk, no leste ucraniano; indústrias de defesa também devem ser atacadas.
  • O ataque de sexta-feira, 22, foi seguido por um domingo de ofensiva aérea em Kiev, que deixou quatro mortos e oitenta feridos.
  • O ataque envolveu 600 drones e 90 mísseis, incluindo Kinjal e Tsirkon, além de um Orechnik, supermíssil balístico utilizado pela primeira vez contra Kiev.
  • Um observador militar afirmou que, apesar das tensões, Zelenski não estaria em risco imediato, mas a ofensiva pode aumentar a resistência ucraniana; a frente de combate segue com avanços limitados.

A Rússia informou, nesta segunda-feira, que pretende atacar centros de decisão e comando da Ucrânia, além de infraestrutura de defesa. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores russo e é visto como resposta às mortes ocorridas em um dormitório na região de Lugansk, no leste ucraniano. Também foi destacado o alvo de instalações industriais de defesa.

O comunicado marca um passo inédito desde a invasão de 2022. Em Kiev, moradores foram orientados a se manter distantes de prédios do governo, enquanto estrangeiros foram aconselhados a deixar a capital.

Segundo autoridades russas, a operação visa interromper capacidades estratégicas da Ucrânia e punir responsáveis pela violência recente. O governo russo sustenta que ataques atingiriam centros de decisão, além de alvos industriais ligados à defesa.

No fim de semana anterior, a Ucrânia intensificou o emprego de drones contra alvos na Rússia, elevando a tensão entre os dois países. A Rússia reforçou que pode responder com ações militares de maior alcance.

No domingo, Moscou realizou ofensiva com drones e mísseis contra a região de Kiev, resultando em mortes e ferimentos. Instrumentos bélicos usados incluíram modelos hipersônicos, além de aparelhos com alcance de milhares de quilômetros.

Especialistas apontam que o uso de armamentos estratégicos pela Rússia, incluindo mísseis com alcance orbital e capacidades nucleares táticas, aumenta o risco de escalada. Observadores locais destacam a volatilidade da situação e a dificuldade de prever desdobramentos.

O panorama regional segue tenso, com impactos sobre a população civil e o funcionamento das estruturas administrativas de Kiev. A comunidade internacional acompanha os próximos passos e as possíveis respostas diplomáticas ao conflito.

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