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Rússia quer usinas nucleares no Brasil; países estudam acordo, diz embaixador

Brasil e Rússia avançam em acordo de cooperação nuclear; Rosatom é apontada como possível operadora de usinas, com negociações em andamento

Logotipo da Rosatom visto no Fórum Internacional de Gás de São Petersburgo, no Expoforum
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  • Brasil e Rússia trabalham em um novo acordo de cooperação em energia nuclear; o embaixador russo Alexei Labetsky destacou perspectivas positivas para a Rosatom atuar no Brasil.
  • Labetsky disse que as negociações estão em andamento e há questões técnicas a serem discutidas, durante reunião da Comissão Intergovernamental Brasil‑Rússia em Brasília.
  • A Rosatom é uma estatal russa envolvida em toda a cadeia nuclear e tem participação em projetos internacionais, incluindo construção de usinas em vários países.
  • O ministro russo Maxim Reshetnikov afirmou que a Rosatom pode atender às necessidades das usinas brasileiras e fornecer radioisótopos para pesquisas e saúde.
  • Em fevereiro, o Brasil assinou declaração para intensificar a cooperação em setores promissores, com foco no uso pacífico da energia nuclear.

A Rússia manifestou interesse em construir usinas nucleares no Brasil, com negociações em curso para um novo acordo de colaboração. O embaixador Alexei Labetsky afirmou, em Brasília, que as conversas avançam e que a Rosatom tem potential para atuar no solo brasileiro. A declaração ocorreu durante reunião da Comissão Intergovernamental Brasil-Rússia.

A Rosatom é uma empresa estatal que atua em toda a cadeia atômica, desde mineração até operação de reatores e gestão de resíduos. Hoje, a companhia já mantém projetos e parcerias em países como China, Índia, Egito e Turquia, entre outros acordos estratégicos ao redor do mundo.

Progresso das negociações e contexto

Segundo o ministro russo do Desenvolvimento Econômico, Maxim Reshetnikov, a Rosatom pode atender às necessidades de unidades de energia de grande e pequena capacidade. O governo russo apoia a participação da empresa no Brasil, com foco no uso pacífico da energia nuclear.

As autoridades ressaltam que o diálogo entre Moscou e Brasília vem se fortalecendo ao longo do tempo. Em fevereiro, o Brasil assinou uma declaração para ampliar cooperação em setores promissores, incluindo estudos nucleares, sem envolver cooperação militar.

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