- Trump afirmou, em postagem, que negociações com o Irã sobre um acordo provisório para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz estavam “avançando bem”.
- Os preços do petróleo caíram mais de 5%, com o Brent abaixo de US$ 100 por barril, enquanto mercados acionários globais subiram.
- O chefe militar do Paquistão, Asim Munir, disse à China que o acordo está próximo; uma delegação iraniana liderada pelo presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, viajou a Doha para consultas, com a participação do governador do banco central, Abdolnaser Hemmati.
- Ainda faltam discutidos pontos-chave, como se navios poderão transitar livremente pelo Estreito de Ormuz e como serão descongelados bilhões de dólares iranianos.
- O Irã tem defendido que pode gerenciar o tráfego através de Ormuz, enquanto EUA e aliados trabalham para limitar o tema; oposição de Israel a termos que não imponham restrições amplas também é mencionada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações com o Irã sobre um acordo provisório para estender o cessar-fogo e reabrir o Estreito de Ormuz estavam avançando bem. A declaração foi feita em uma postagem no Truth Social na segunda-feira.
Trump pediu a adesão de Arábia Saudita, Catar e outros aliados aos Acordos de Abraham, sinalizando alinhamento com possíveis passos para uma trégua regional. Os comentários coincidiam com queda de mais de 5% no preço do petróleo na sessão, com o Brent abaixo de 100 dólares.
Avanço diplomático e interlocutores
Asim Munir, chefe militar do Paquistão e principal interlocutor entre as partes, informou à China que um acordo está próximo. Uma delegação iraniana liderada pelo presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, viajou a Doha para encontros com autoridades do Catar.
O grupo iraniano, que incluía Abdolnaser Hemmati, governador do banco central, discutiu ainda a liberação de fundos iranianos congelados. Segundo a agência Fars, as negociações também envolvem temas de tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.
Pontos em aberto e posições
Os EUA e Israel ainda precisam fechar detalhes, incluindo a livre passagem de navios pelo estreito e o descongelamento de bilhões de dólares de ativos iranianos. Teerã mantém que pode gerenciar o tráfego, enquanto Washington e aliados divergem sobre o controle da rota.
O Irã defende que a trégua cubra todas as frentes, incluindo o Líbano, onde Israel combate militantes apoiados por Teerã. Israel não participa das negociações, mas afirma que qualquer acordo deve conter restrições contra ameaças que enfrenta.
Desdobramentos e contexto
Um acordo provisório visaria estender o cessar-fogo por cerca de dois meses, com o fim do bloqueio naval de portos iranianos e a reabertura de Ormuz nesse período. As negociações envolvem ainda futuras restrições ao programa nuclear iraniano, sem garantias de sucesso.
Entre críticas e pressões, Trump cita que o resultado deve ser abrangente ou não ocorrerá. A avaliação pública nos EUA tem mostrado apoio dividido, parcialmente influenciado pela alta de preços dos combustíveis.
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