- O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, chegou a Pequim para encontro com Xi Jinping, em comemoração aos 75 anos de relações entre os dois países.
- Xi afirmou que, apesar das instabilidades globais, a China prioriza as relações com o Paquistão, enquanto Sharif defendeu o multilateralismo.
- A reunião tratou do Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) e de condições do projeto, que escoa produtos chineses pelo porto de Gwadar.
- O Paquistão atua como mediador da Guerra no Irã, com expectativa de avanços na discussão sobre a reabertura do Estreito de Hormuz.
- Analistas avaliam que o encontro busca reforçar a influência chinesa sobre Islamabad, mas apontam dúvidas sobre a durabilidade das conquistas, diante do endividamento paquistanês e da relação com a China.
Após Trump e Putin, Xi recebe premiê do Paquistão, mediador da guerra no Irã
Acompanhado pela comemoração de 75 anos das relações, o Paquistão enviou o primeiro-ministro Shehbaz Sharif a Pequim para encontro com Xi Jinping. A agenda foca a cooperação bilateral e o papel regional de Islamabad.
A visita ocorre após a passagem de líderes dos EUA e da Rússia por China, em um momento em que Pequim busca reafirmar Islamabad como parceiro estratégico. Xi ressaltou a prioridade das relações na vizinhança.
Contexto de cooperação
Sharif e Xi devem tratar do Corredor Econômico China-Paquistão, o CPEC, com foco em infraestrutura portuária em Gwadar. O projeto é central para a estratégia da Rota da Seda e para o desenvolvimento paquistanês.
Além do aspecto econômico, o encontro aborda a guerra no Irã. Há expectativa de avanços no diálogo para a reabertura do Estreito de Hormuz, cenário que impacta comércio mundial e segurança regional.
Implicações geopolíticas
Especialistas apontam que a cúpula sinaliza fortalecimento da influência chinesa na região. Islamabad mantém uma relação complexa com Washington, ao mesmo tempo em que aproxima-se de Pequim para ganhos estratégicos.
Analistas destacam ainda que o Paquistão depende de apoio externo para sustentar seus programas de defesa e economia. A China aparece como credor e parceiro tecnológico, com peso relevante na balança paquistanesa.
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