- Xi Jinping recebeu o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, em Pequim, em ato que celebra 75 anos de relações entre os dois países.
- o Paquistão atua como mediador entre Washington e Teerã, com foco na possível reabertura do Estreito de Ormuz.
- Também devem ser discutidos o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) e a estratégia da Nova Rota da Seda para conectar Gwadar a Xinjiang.
- Sharif veio acompanhado do chefe do Exército paquistanês, general Asim Munir, que recentemente esteve em Teerã.
- a visita ocorre após Xi ter recebido Trump e Putin, sinalizando a busca de Pequim por protagonismo diplomático global.
O presidente chinês Xi Jinping recebeu o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, em Pequim na segunda-feira, 25 de maio de 2026. A reunião ocorreu em pleno aniversário de 75 anos das relações entre China e Paquistão e teve a mediação como tema central diante da crise no Irã.
A visita enfatizou a aliança entre Pequim e Islamabad, com Xi destacando uma parceria considerada estável diante de instabilidades globais. O Paquistão é visto pela China como um aliado estratégico para múltiplos cenários, incluindo cooperação em agricultura, indústria, inteligência artificial e capacitação de talentos.
Espera-se que Sharif e Xi discutam o conflito no Oriente Médio, com foco na possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, via rota marítima que movimenta cerca de 20% do petróleo global. Também devem ser debatidos o Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC) e seus avanços entre Gwadar, no Mar Arábico, e Xinjiang, na China, integrando infraestrutura e zonas econômicas especiais.
Sharif viajou acompanhado do chefe do exército paquistanês, Asim Munir, que esteve recentemente em Teerã para reuniões com autoridades iranianas. O Paquistão atua como mediador entre Washington, Teerã e outros interlocutores regionais no contexto da crise iraniana.
O Paquistão tem mantido boa relação com Iran e Estados Unidos e já desempenhou papel-chave em negociações de cessar-fogo no início de abril. Autoridades iranianas indicam que mensagens para Washington continuam sendo transmitidas por meio de Islamabad.
A visita ocorre após encontros recentes de Xi com os presidentes de outros países, incluindo Donald Trump e Vladimir Putin, sinalizando a posição de Beijing como polo diplomático. O objetivo divulgado é ampliar a atuação chinesa na arena internacional sem abrir mão das prioridades estratégicas na Ásia.
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