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Ameaça levou 50 países e UE a condenarem a Rússia na ONU

Cerca de cinquenta países e a União Europeia condenam a Rússia na ONU por ameaças a missões diplomáticas em Kiev, enquanto Moscou orienta evacuação rápida

O presidente da Rússia, Vladimir Putin (Alexander Shcherbak/AFP)
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  • Cerca de cinquenta países e a União Europeia denunciaram à ONU as ameaças da Rússia contra instituições diplomáticas em Kiev, após Moscou recomendar a saída de diplomatas da capital.
  • O aviso russo ocorreu quando o Ministério das Relações Exteriores orientou representantes internacionais a deixarem Kiev “o mais rápido possível”, citando a possibilidade de novos bombardeios.
  • O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, reforçou a orientação e afirmou ter conversado com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, para a evacuação do pessoal.
  • Os avisos acontecem após ataques recentes a Kiev com drones e mísseis, que deixaram mortos e feridos e causaram danos a áreas residenciais.
  • O presidente Vladimir Putin disse que a ofensiva foi resposta a um suposto ataque ucraniano contra uma escola em Luhansk; o secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou preocupação com a situação.

Cerca de 50 países, além da União Europeia, condenaram na ONU as ameaças da Rússia contra diplomatas estrangeiros em Kiev, na Ucrânia. O grupo reagiu após o Ministério das Relações Exteriores russo recomendar a saída de representantes internacionais da capital diante do risco de novos ataques.

A Ucrânia apresentou o documento no Conselho de Segurança, por meio de Andriy Melnyk. Segundo ele, houve condenação às recentes ameaças feitas pela Rússia a instituições diplomáticas e embaixadas em Kiev. A posição contou com apoio europeu, do Japão e da Coreia do Sul; os EUA não assinaram o comunicado.

A crise diplomática se intensificou após Moscou anunciar a intenção de atacar Kiev e orientar a evacuação de estrangeiros, funcionários de organismos internacionais e de missões diplomáticas. O plano foi anunciado no dia anterior e citou possíveis ataques a alvos ligados à defesa ucraniana.

Contexto e reações internacionais

O ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, reforçou a orientação de evacuação para os Estados Unidos, em conversa telefônica com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. Segundo Moscou, a evacuação seria para evitar riscos durante os bombardeios.

A ofensiva russa ocorreu em meio a um dos ataques mais intensos à capital desde o início da guerra. No fim de semana, drones e mísseis atingiram Kiev, com várias mortes, dezenas de feridos e danos em áreas residenciais. O conflito também envolve acusações entre Moscou e Kiev sobre ataques a alvos civis.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou preocupação com a escalada, ressaltando a necessidade de evitar mais violência contra alvos estratégicos e instituições. O incidente ocorre após a alegação de ataque ucraniano a uma escola profissionalizante, em uma área ocupada pela Rússia, que alega ter causado mortes.

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