- O turismo canadense para os EUA caiu, com queda de visitantes canadenses e de gastos em 2025/2026, segundo dados de órgãos de turismo norte-americanos.
- Dados do Statistics Canada mostram que, em fevereiro de 2026, o retorno de canadenses dos EUA foi de 1,1 milhão, queda de 13,25% em relação a fevereiro de 2025 e 28,2% ante fevereiro de 2024.
- Um estudo da Universidade de Toronto, divulgado em maio de 2026, aponta queda mediana de 42% nas visitas canadenses aos EUA entre 1º de abril de 2024 a 31 de março de 2025 e 1º de abril de 2025 a 31 de março de 2026.
- Muitos canadenses passaram a reduzir viagens aos EUA e ampliar viagens domésticas, com destinos populares no Canadá sendo Toronto, Vancouver e Montreal, e destinos europeus entre os favoritos para viagens internacionais.
- A reportagem aponta ainda que, apesar da queda, há canadenses que seguem viajando aos EUA, e eventos como a Copa do Mundo de 2026 podem influenciar uma recuperação, sujeita a condições políticas e geopolíticas.
Não é apenas uma impressão: o fluxo de canadenses para os Estados Unidos caiu acentuadamente nos últimos anos. A combinação de rhetoric política, preocupações com imigração e o valor do dólar canadense técnicas explicam parte da mudança.
Paul Doroshenko, advogado de Vancouver, não planeja novas visitas aos EUA. A última estadia longa foi há mais de nove anos. Desde 2017, ele evita viajar para o país vizinho após acompanhar mudanças na conjuntura política.
Apoiado por dados oficiais, o recuo fica evidente. Em fevereiro de 2026, 1,1 milhão de canadenses retornaram do exterior aos cofres do Canadá, queda de 13,25% frente fevereiro de 2025 e 28,2% frente fevereiro de 2024, segundo Statistics Canada.
A pesquisa de maio de 2026, combinando atividade de celulares, aponta queda ainda maior: redução mediana de 42% nas visitas canadenses aos EUA entre os períodos analisados. O movimento reflete escolhas por destinos próximos e com valores percebidos como mais estáveis.
Nem todos cortam relação com os EUA. بعض viajantes, como Sharon Wickham, de Alberta, continuam frequentando o país para competições e encontros com comunidades semelhantes, mantendo a narrativa de colaboração entre vizinhos.
Outros canadenses, como Carla Foley, de Winnipeg, ainda visitam os EUA, mas em menor intensidade. Foley destaca que políticas e retórica pesadas afetam a percepção, porém o impacto econômico recai sobre pequenos negócios locais que dependem do turismo.
A indústria de viagens acompanha a tendência. A USTA aponta queda global de visitantes estrangeiros aos EUA em 2025, com efeito direto na arrecadação e no turismo. O resultado reforça a necessidade de equilíbrio entre políticas públicas e atratividade econômica.
Mesmo com o recuo, alguns grandes eventos podem favorecer a recuperação. A Copa do Mundo de 2026, por exemplo, é citada como potencial motor de aumento de visitantes canadenses, dependendo de condições políticas e geopolíticas.
Entre os fatores de mercado, o câmbio menor do dólar canadense também pesa. Dados indicam que, embora haja interesse em destinos europeus, muitos canadenses optam por opções nacionais ou vizinhas, com foco em economia e praticidade.
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