- Gerson Palermo, um dos principais chefes do PCC, foi preso na Bolívia após ficar seis anos foragido.
- Ele havia fugido em 2020, após conseguir prisão domiciliar concedida por um desembargador de Mato Grosso do Sul.
- a prisão ocorreu em Santa Cruz de La Sierra, em operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana.
- A Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia informou que pretende expulsá-lo do país e entregá-lo à polícia brasileira.
- Palermo, condenado a quase 126 anos, tem histórico ligado ao sequestro de um Boeing 737 e a crimes de tráfico e associação para o tráfico.
Gerson Palermo, um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi preso na Bolívia, onde estava foragido há seis anos. A prisão ocorreu nesta terça-feira, em Santa Cruz de La Sierra, após operação conjunta de policiais brasileiros e bolivianos. A Bolívia prevê expulsão do traficante para o Brasil.
A prisão ocorreu poucos dias depois de confirmar-se a informação de que Palermo recebeu prisão domiciliar em abril de 2020, por decisão de um desembargador de Mato Grosso do Sul. A fugabinária envolveu a retirada da tornozeleira e a evasão em cerca de cinco horas.
Segundo a polícia boliviana, Palermo não possuía processo no país, mas buscava evitar a justiça brasileira. A equipe brasileira de polícia, com apoio da PF, localizou o traficante após intercâmbio de informações entre as forças. A expulsão será encaminhada às autoridades brasileiras.
Histórico criminal de Palermo inclui participação no sequestro de um Boeing 737 da Vasp em 2000, com condenação a 66 anos de prisão. Também foi apontado como chefe de organização ligada ao tráfico internacional na operação All In, em 2017, com operações que envolveram vários estados. Suas penas somam quase 126 anos.
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