- Dois homens nos Estados Unidos foram condenados a 18 anos de prisão por participação em esquema que ajudou a Coreia do Norte a acumular mais de US$ 1,2 milhão, envolvendo cerca de 70 empresas.
- O caso envolve fraude ligada ao teletrabalho, com trabalhadores estrangeiros cuja documentação era adulterada para atuar nos EUA como se fossem empregados locais.
- A “fazenda de notebooks” é citada como o equivalente moderno de atividades fraudulentas com computadores usados para financiar o programa de armas da Coreia do Norte.
- O Departamento de Justiça destaca que o esquema era monitorado para evitar fraudes na contratação de trabalhadores remotos e para facilitar a atuação de norte-coreanos no exterior.
- A história chama a atenção por se tornar mais comum do que se imagina, segundo as autoridades, apesar de envolver crimes complexos de fraude e documentação.
Dois homens nos Estados Unidos foram sentenciados a 18 anos de prisão por participação em esquemas fraudulentos ligados à Coreia do Norte. A acusação envolve a criação de uma “fazenda de notebooks” para financiar o programa de armas norte-coreano, com registros de mais de US$ 1,2 milhão obtidos junto a cerca de 70 empresas.
Conforme o Departamento de Justiça, os réus teriam ajudado norte-coreanos a acumular recursos por meio de fraude envolvendo trabalhadores estrangeiros. Um dos envolvidos, por meio de uma empresa própria, prestava serviços para que trabalhadores obtenham documentação para atuar nos EUA como se fossem locais.
Segundo as autoridades, o esquema incluía o uso de documentos falsificados para facilitar contratações de trabalhadores estrangeiros, com operações que exploravam a prática de home office para mascarar transações. O montante fraudado é apontado como superior a US$ 1,2 milhão.
Detalhes do caso
- O DOJ afirma que a fraude envolveu atividades com várias empresas e clientes, visando facilitar o envio de recursos para a Coreia do Norte.
- As investigações destacam a vigilância constante para identificar contratações legítimas e impedir fraudes em procedimentos de visto e trabalho, especialmente em contextos de teletrabalho.
O processo, que chegou a condenar os dois envolvidos, evidencia a complexidade de redes que operam empresas de tecnologia e serviços para financiar atividades norte-coreanas, com consequências legais severas para os responsáveis. As autoridades não informaram outras detainas ou próximos desdobramentos do caso.
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