- O governador militar de Ituri, epicentro do surto de Ebola, comparou a contenção da doença a uma “guerra” e disse que faltam recursos.
- Ele afirmou que pessoas em áreas afetadas não recebem comida suficiente e que doença associadas e superlotação agravam a situação, pedindo resposta rápida, mais pessoal e centros de tratamento seguros.
- São mais de novecentos casos suspeitos e duzentas mortes desde 15 de maio; a Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de interesse internacional.
- O surto também aparece nas províncias de norte e sul de Kivu, e há casos confirmados na Uganda (sete).
- A Africa Centres for Disease Control and Prevention aprovou um orçamento de 319 milhões de dólares para conter o surto, com 10% já assegurado; o presidente da África do Sul prometeu cinco milhões.
O governador militar de Ituri, Johnny Luboya Nkashama, disse que o combate à Ebola é uma espécie de guerra e que há carência de recursos para enfrentá-la. A afirmação foi feita enquanto o epicentro da outbreak ocorre na província.
Segundo o governador, há problemas como alimentação inadequada em áreas afetadas, além de surgirem outras doenças e superlotação que agravam a situação. Ele pediu resposta rápida e reforço da capacidade de atuação das equipes.
Officials apontam mais de 900 casos suspeitos e 220 mortes desde o anúncio da epidemia, em 15 de maio. A Organização Mundial da Saúde classificou o surto como uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
A OMS indicou que a transmissão pode estar ocorrendo mais rapidamente do que o previsto e reiterou a necessidade de ampliar a resposta. O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus deve viajar à região.
Além de Ituri, o Ebola já foi registrado nas províncias vizinhas de Norte e Sul Kivu e também em Uganda, onde há sete casos confirmados. As autoridades monitoram a evolução e a cooperação regional.
Nkashama detalhou que é preciso enviar pessoal qualificado rapidamente e estabelecer centros de tratamento seguros para evitar catástrofe. O militarismo na região aumenta a complexidade logística.
Relatos de familiares que tentam recolher corpos de vítimas levaram a ataques a dois centros de tratamento, segundo autoridades locais. A gestão da crise envolve também recursos humanos, logísticos e de segurança.
Ituri permanece sob governo militar desde 2021, quando autoridades civis foram substituídas para enfrentar diversos grupos armados, entre eles o ADF, ligado a redes ligadas ao extremismo.
O governador frisou a necessidade de mobilizar recursos financeiros disponíveis para ampliar a resposta. Quanto mais tempo demorar, maior o risco de desastre na região.
No fim de semana, o Africa CDC reuniu ministros da África do Sul, DR Congo, Uganda e Sudão do Sul para alinhar a coordenação transfronteiriça e financiar a resposta. Um orçamento de 319 milhões de dólares foi aprovado para conter o surto.
O diretor-geral Jean Kaseya informou que apenas 10% do montante já foi assegurado pelos países afetados. O presidente sul-africano Ramaphosa comprometeu 5 milhões de dólares para o plano.
Kaseya destacou que empresários africanos devem angariar recursos adicionais em breve, com apoio de parceiros internacionais também envolvidos. Outros países africanos foram apontados como em risco pela África CDC.
Este é o 17º surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo desde 1976 e o terceiro da espécie Bundibugyo, rara e sem vacina específica até o momento. Vacinas em desenvolvimento podem levar meses para ficarem prontas.
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