- Embaixadas continuam abertas em Kiev, apesar do alerta russo para saída de estrangeiros e de prédios governamentais e militares na cidade.
- Na véspera, Moscou realizou ataque com drone e mísseis, em retaliação alegada pela morte de estudantes em Lugansk, elevando a tensão.
- Estados Unidos mantêm serviços diplomáticos funcionando em Kiev, com a embaixada sob segurança reforçada e o chanceler Lavrov tendo avisado o chanceler americano Marco Rubio sobre o ataque.
- Reações europeias foram mistas: Polônia não cede à retórica russa, Alemanha diz que segue funcionando, França acusa Moscou de ameaças inaceitáveis e Reino Unido aponta violação grave. A União Europeia afirma que o trabalho continua.
- Brasil afirmou que serviços da embaixada em Kiev estão mantidos; Itamaraty ainda não informou se houve mudanças de orientação.
Embaixadas seguem abertas em Kiev após ameaça russa. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia pediu, de forma incomum, que estrangeiros deixem a capital, citando o risco de um ataque a centros de decisão ucranianos. Governo russo atribuiu a ação a retaliação por eventos recentes.
Na véspera, Moscou realizou um mega-ataque com drones e mísseis, incluindo um modelo de alcance nuclear. O objetivo foi a região de Kiev, segundo autoridades russas, que também mencionaram a morte de estudantes em Lugansk como motivação para a suposta retaliação.
As representações europeias reagiram de forma firme, negando ceder a provocações. Em Kiev, a embaixada polonesa ressaltou não ceder à retórica do agressor, enquanto a alemã manteve atividades normais com monitoramento da situação.
Situação em Kiev e serviços diplomáticos
No caso dos EUA, que mantêm serviços diplomáticos com alerta, o chanceler Lavrov informou o ataque ao colega Rubio. A embaixada americana permanece com operação normal, sob segurança reforçada, e a encarregada de negócios publicou nota condenando os ataques.
A embaixada do Brasil afirmou que os serviços estão mantidos. O Itamaraty ainda não respondeu sobre mudanças de orientação ou novas medidas. As representações da Europa criticaram as acusações russas e reforçaram preocupação com a segurança de diplomatas.
Reações internacionais e contexto
France e Reino Unido qualificaram as ações como ameaças inaceitáveis e violação de compromissos internacionais. A presidente da missão da União Europeia em Kiev destacou que ameaças a diplomatas não representam força, e o bloco chamou a embaixadora russa para esclarecimentos.
A China manteve posição de diálogo e pediu esforços para reduzir a escalada. Autoridades chinesas reiteraram o apelo pela paz, sem confirmar evacuações da embaixada de Kiev. Putin reuniu-se com Xi Jinping recentemente, sem declarações públicas sobre o conflito.
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