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Especialista afirma que cessar-fogo não é mais do interesse da Ucrânia

Especialista afirma que Kiev não busca acordo agora; Rússia, pressionada, aumenta ataques em Kiev e perde território, elevando a escalada

É interesse dos ucranianos não fazer nenhum tipo de acordo agora, diz Lucena
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  • O especialista Igor Lucena afirma que a escalada do conflito tem relação com a Rússia perdendo território, segundo entrevista ao Conexão Record News.
  • Moscou anunciou que pretende lançar ataques sistemáticos contra alvos em Kiev, conforme comunicado do Ministério das Relações Exteriores.
  • O chanceler russo informou, em conversa com o secretário de Estado dos Estados Unidos, que a ofensiva seria uma resposta a ataques ucranianos contra civis russos.
  • Lucena aponta que, quando a Rússia é pressionada, ela perde território, fica sem armamentos e recebe ataques de drones em Moscou, com Putin avançando em Kiev e em regiões distantes.
  • Segundo o especialista, a solução do conflito está fora do radar; os ucranianos retomam território, e, por isso, há interesse em manter a pressão russa sem acordos neste momento.

A análise de Igor Lucena, doutor em relações internacionais, aponta que o cessar-fogo não é prioridade para a Ucrânia no momento. Em entrevista ao Conexão Record News, ele afirma que a Rússia vem perdendo território e sofre pressão por parte das forças ucranianas, o que, segundo ele, mantém o foco militar em Kiev e outras áreas.

Ainda segundo Lucena, quando a Rússia é pressionada, há prejuízos estratégicos para Moscou, com relatos de ataques de drones contra alvos em Moscou e avanços ucranianos em territórios disputados. O especialista sustenta que esse dinamismo reduz as chances de acordos a curto prazo.

Contexto estratégico

Nesta segunda-feira, 25, a Rússia informou a autoridades internacionais que planeja ataques sistemáticos contra alvos na capital ucraniana. O chanceler russo teria discutido a medida com o secretário de Estado dos EUA, argumentando que a ofensiva seria resposta a ataques recebidos, conforme o governo de Moscou.

A posição de Kiev, segundo o analista, é de retomada de território, o que reforça a percepção de que há estágios de escalada. A leitura é de que a Ucrânia não vê motivos para abrir mão de avanços no momento, mantendo pressão militar na região.

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