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EUA atacam bases de mísseis no Irã, mesmo com avanços nas negociações

EUA atacam bases de mísseis no sul do Irã em defesa de tropas, enquanto negociações com Teerã avançam; Irã afirma ter abatido drone americano

Navios ancorados no Estreito de Ormuz — Foto: Reuters
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  • EUA efetuaram ataques à noite de segunda-feira no sul do Irã, mirando plataformas de lançamentos de mísseis e embarcações que planejam instalar minas no Estreito de Ormuz, alegando defesa de suas tropas.
  • As ações ocorreram horas após Donald Trump afirmar que as negociações com Teerã para estender o cessar-fogo e reabrir o estreito estavam “avançando bem”.
  • A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter abatido com sucesso um drone americano MQ‑9 e alertou que Washington violou o cessar-fogo, prometendo resposta.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica que costuma levar cerca de vinte por cento do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.
  • O secretario de estado, Marco Rubio, disse que a negociação pode levar alguns dias, mas que o estreito precisa permanecer aberto de qualquer forma, enquanto diplomacia segue tentando avançar.

Os Estados Unidos realizaram ataques no sul do Irã, mirados em plataformas de lançamento de mísseis e em embarcações associadas à instalação de minas no Estreito de Ormuz. A ação foi apresentada como defesa das tropas norte-americanas na região. O ataque ocorreu pouco depois de Donald Trump afirmar que as negociações com Teerã estavam avançando.

Horas antes, dois dos principais negociadores iranianos viajaram a Doha para tratar com um mediador do Catar, parte dos esforços para estender o cessar-fogo e manter a abertura do estreito. As partes tentam reduzir a tensão que se manteve elevada desde o início do conflito na região.

As Forças Americanas afirmam ter agir em legítima defesa para proteger suas tropas, alegando que o Irã planejava lançar minas no canal estratégico. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana afirma ter abatido um drone militar dos EUA e alerta que Washington estaria violando o cessar-fogo vigente.

Em Washington, o secretário de Estado afirmou que as negociações para um acordo com o Irã podem demorar alguns dias, ressaltando a necessidade de manter a abertura do Estreito de Ormuz. O ministro também indicou que há espaço para avanços diplomáticos, antes de considerar outras vias.

Segundo fontes próximas às negociações, o acordo buscaria a reabertura gradual do estuário e a remoção de minas pelo Irã, com suspensão de taxas para travessia. Paralelamente, haveria discussões sobre o programa nuclear, com a possibilidade de reduzir ou entregar urânio enriquecido.

No âmbito regional, países do Golfo pediram que o diálogo seja mantido, temendo retaliações que possam ampliar danos econômicos e humanitários. Entre eles, Arábia Saudita, Emirados Árabes e Catar defendem continuidade da diplomacia para evitar nova escalada.

Em paralelo, Trump intensificou mensagens públicas, sugerindo que o urânio seria entregue aos EUA ou destruído com supervisão de autoridades internacionais. A postura contrastou com apelos a uma solução pacífica e à cooperação regional para evitar novos confrontos.

Israel, por sua vez, informou que ampliaria ações contra a milícia Hezbollah no Líbano, em resposta a tensões com o Irã. O Líbano também registrou ataques aéreos de Israel contra alvos no Vale do Bekaa, com menor adesão a acordos de cessar-fogo vigentes.

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