- EUA querem reduzir significativamente as capacidades militares disponíveis para a Otan em caso de crise, incluindo caças, navios de guerra e aeronaves de reabastecimento em voo.
- A Spiegel informou que um enviado do secretário de Defesa dos EUA apresentou o plano à Otan, em Bruxelas, no fim de semana anterior.
- Segundo a reportagem, os EUA planejam fornecer apenas metade do número anterior de bombardeiros estratégicos, com quedas significativas em caças e destróieres, além de não fornecer submarinos.
- A Europa seria obrigada a fornecer seus próprios drones de reconhecimento, enquanto os EUA cortariam drones armados.
- A Casa Branca deve detalhar but especificações na conferência sobre geração de forças no início de junho, conforme a Spiegel.
Os EUA podem reduzir fortemente as contribuições militares à Otan em caso de crise, segundo reportagem da revista Spiegel. A medida envolveria menos caças, navios de guerra e aeronaves de reabastecimento em voo. A informação aponta para uma mudança significativa na disponibilidade de capacidades militares aliadas.
De acordo com a reportagem, um enviado do secretário de Defesa dos EUA informou autoridades da Otan sobre o plano na sede da aliança, em Bruxelas, no fim de semana anterior. Três fontes familiarizadas com o assunto deram detalhes à Reuters.
Segundo as fontes, o governo americano planeja comunicar aos aliados que reduzirá o conjunto de capacidades disponíveis para a aliança em situações de crise. A Spiegel cita que o território norte-americano reduziria o número de bombardeiros estratégicos.
Especificamente, o número de caças norte-americanos cairia em cerca de um terço, conforme a reportagem. O envio ocorreu durante uma reunião a portas fechadas. A Marinha dos EUA também reduziria a disponibilidade de destróieres para a Otan.
Além disso, os EUA não pretendem mais fornecer submarinos para a aliança. A Europa seria compelida a fornecer seus próprios drones de reconhecimento, com os EUA reduzindo a oferta de modelos armados.
A Spiegel afirma que a Casa Branca deverá detalhar a nova geração de forças em uma conferência prevista para o início de junho. A assessoria de defesa da Alemanha não respondeu a pedido de comentário da Reuters.
Contexto estratégico
Uma porta-voz da Otan disse à Spiegel que há dependência excessiva dos EUA no planejamento de forças da aliança. A organização enfatiza que investigações na Europa e no Canadá podem reorganizar as responsabilidades militares.
O radar político da Otan acompanha tensões com o governo americano, que já criticou aliados europeus por não gastarem o suficiente em defesa. A incerteza sobre o compromisso de Washington persiste entre alguns membros.
Entre temas recentes, o presidente Donald Trump sinalizou possíveis retiradas de tropas e criticou o apoio europeu na reabertura de rotas navais-chave. As declarações alimentam debates sobre o papel da Otan e a confiabilidade de parcerias militares.
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