- O governo francês informou sete mortes ligadas direta ou indiretamente ao calor, incluindo pelo menos cinco afogamentos, durante a onda de calor que atinge a Europa.
- Mais de 225 localidades francesas bateram recordes de calor para o mês de maio, na véspera.
- Oito departamentos do oeste entraram em alerta laranja para a onda de calor, com previsão de picos de até 36 °C até o fim de semana.
- Em Paris, as temperaturas passaram de 33 °C no dia anterior, incluindo no Roland Garros, onde o tenista Casper Ruud pediu atendimento médico no início do quarto set.
- A lotação de praias e o uso de salva-vidas será reduzido por tempo limitado, com vigilância prevista apenas a partir de 6 de julho, aumentando a preocupação com desidratação de turistas e trabalhadores.
França registra sete mortes ligadas à onda de calor que atinge a Europa, segundo o governo. O balance de óbitos inclui afogamentos em diferentes regiões e casos envolvendo atividades físicas. O episódio levou o governo a confirmar detalhes que serão esclarecidos ao fim da crise.
Segundo o gabinete da porta-voz, cinco pessoas morreram em afogamentos, em diferentes áreas do país. Uma vítima faleceu durante a prática de esportes em Paris e outra próximo a Lyon, no centro-leste. As informações foram divulgadas durante a tarde desta terça-feira (26).
Temperaturas recordes atingiram mais de 225 cidades francesas na véspera, com marcas acima de 30°C em várias regiões. Bergerac teve 34,7°C, Brest 33°C, Rennes 32,4°C, Nantes 34,3°C e Angers 34°C; no norte, Arras chegou a 30,7°C, de acordo com a Météo-France.
A onda de calor manteve-se nesta terça, com oito departamentos no oeste sob alerta laranja. Espera-se que os termômetros alcancem picos de até 36°C, mantendo o episódio ativo até o fim de semana. Em Paris, as altas temperaturas ultrapassaram 33°C no fim de semana.
Em Paris, o calor também impactou o evento esportivo de Roland-Garros, onde o jogo de um tenista exigiu atendimento médico antes de seguir para a segunda rodada. O atleta recebeu suporte durante a partida, que prosseguiu após o incidente.
A situação ocorre em meio a preocupações com serviços públicos e praias, que devem manter vigilância de salva-vidas apenas a partir de julho, elevando riscos para banhistas nas regiões litorâneas. Profissionais de saúde relatam dificuldades crescentes.
Temperaturas altas afetam a Europa desde o início da semana, com padrões incomuns para maio. O fenômeno está ligado a ar quente vindo do norte da África, retido por uma alta pressão atmosférica, segundo previsão de especialistas. A mudança climática aumenta a intensidade de eventos extremos.
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