- A ministra das Relações Exteriores, Maria Malmer Stenergard, anunciou que o governo sueco deixará de usar o termo “islamofobia” e o conceito associado, em defesa da liberdade de expressão.
- Em vez disso, Estocolmo defende o uso de expressões mais precisas, como “ódio antimuçulmano”, e pretende pressionar a União Europeia e as Nações Unidas a seguir o exemplo.
- A decisão surge após a pressão do Partido Democratas Suecos, culminando na interpelação parlamentar do deputado Richard Jomshof.
- Relatórios internacionais indicam infiltração da Irmandade Muçulmana na Suécia, com menção de influência no país em documentos franceses de maio de 2025.
- O contexto envolve debates sobre políticas de multiculturalismo, segurança e influência de correntes islamistas, com críticas ao islamismo político feitas por autoridades suecas.
A Suécia anunciou que deixará de usar o termo islamofobia e abandonará o conceito associado, sob a justificativa de defender a liberdade de expressão. A ministra de Relações Exteriores, Maria Malmer Stenergard, afirmou que o governo buscará expressões mais precisas, como odi0 antimuçulmano.
Segundo a autoridade, a mudança não se restringe ao vocabulário interno, mas visa influenciar o debate público em âmbito europeu e global. A iniciativa ocorre em meio a pressões de partidos governistas e a uma visão de que a terminologia atual dificulta a crítica a determinadas doutrinas.
Stenergard, figura de destaque do Partido Moderado, foi ministra da Imigração antes de assumir a pasta de Relações Exteriores. Ela tem defendido a aplicação firme do Acordo de Tidö, que busca reduzir entradas irregulares e facilitar repatriamentos. A dirigente sinaliza coerência entre políticas domésticas e a atuação externa.
Contexto internacional e motivações
A decisão surge em meio ao uso crescente do conceito de islamofobia pela União Europeia e pelas Nações Unidas. Em 2022, a ONU instituiu um Dia Internacional de Combate à Islamofobia, com ações e relatórios voltados ao tema. A UE também financiou projetos e criou coordenadores dedicados à questão.
Relatórios franceses, citados por veículos europeus, descrevem a presença da Irmandade Muçulmana na Suécia e sugerem influência sobre políticas locais. A matéria aponta financiamentos do Catar e relações com partidos suecos como fatores a serem observados por autoridades nacionais.
Entre críticos, destacam-se preocupaçőes sobre infiltração de redes associadas a ideologias islâmistas em escolas, serviços sociais e estruturas políticas. A educação e integração aparecem entre os itens de alerta, com debates sobre impactos na organização social.
Como desdobramento, a administração sueca manteve o foco em combater o que considera extremismo político, mantendo firme a linha de não aceitar a instrumentalização de termos para suprimir críticas. A discussão pública continua acompanhada de análises sobre segurança, direitos civis e liberdade de expressão.
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