- Irã acusa ataques dos EUA na província de Hormozgan como violação do cessar-fogo e afirma direito à retaliação.
- A Guarda Revolucionária diz ter abatido drones, além de ter disparado contra outros alvos no espaço aéreo do Golfo.
- Diplomatas sinalizam progresso: memorando pode interromper a guerra e restabelecer a navegação no estreito de Hormuz, com cinquenta dias até negociações sobre questões complexas, incluindo o programa nuclear.
- Dois lados discutem a possibilidade de acordo; o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que pode levar alguns dias, enquanto Washington diz ter atacado para proteger suas tropas.
- No plano regional, o Irã destaca que não recua e que slogans contra os EUA e Israel passam a compor a retórica do país; Trump disse que negociações vão bem, mas advertiu sobre novos ataques.
O Irã afirmou que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo ao realizar ataques defensivos na província de Hormozgan, no sul do Irã. A Guarda Revolucionária disse que reserva o direito de retaliar. O governo iraniano classificou a ação como violação flagrante do acordo.
Segundo o Irã, as ações americanas visaram instalações de implantação de minas e locais de lançamento de mísseis, em meio a negociações para interromper o conflito e reabrir o estreito de Hormuz. As partes deram 60 dias para avançar em questões complexas, incluindo o programa nuclear.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinalizou que um acordo pode levar alguns dias para emergir, destacando que Hormuz precisa permanecer aberto. Em Washington, autoridades reiteraram a defesa de tropas no terreno frente a supostas ameaças iranianas.
A Guarda Revolucionária informou ter abatido um drone americano e disparado contra outro drone e um caça que teriam entram no espaço aéreo iraniano. Os relatos foram divulgados após a imprensa iraniana indicar protestos diplomáticos e militares em curso.
Líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, publicou mensagens em seu canal no Telegram afirmando que o relógio não pode retroceder e que slogans contra os EUA e Israel passarão a caracterizar a posição regional. As declarações reforçam o tom de retaliação do país.
Nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump mencionou nas redes sociais que as negociações com o Irã estavam indo bem, mas alertou para novos ataques caso fracassem. Também pediu que aliados muçulmanos aderirem aos Acordos de Abraão.
Paralelamente, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que os ataques contra o Hezbollah no Líbano seriam intensificados. As Forças Armadas israelenses emitiram alertas de retirada para Nabatieh, após acordos de cessar-fogo na região.
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