- O petroleiro Idemitsu Maru, com bandeira do Panamá, chegou ao Japão após atravessar o Estreito de Ormuz, trazendo dois milhões de barris de petróleo e atracando próximo à cidade de Chita, em Honshu, na segunda-feira.
- O secretário-chefe do Gabinete, Minoru Kihara, disse que a chegada é uma boa notícia para garantir o fornecimento estável de energia, em meio ao uso de reservas estratégicas para conter a alta de preços.
- Ainda há quarenta embarcações ligadas ao Japão retidas no Golfo, segundo Kihara, que informou que o país trabalha diplomaticamente para permitir a travessia das suas embarcações pelo estreito.
- O petróleo transportado pelo Idemitsu Maru será refinado em produtos petrolíferos na província de Aichi.
- Na região, os EUA realizaram ataques de autodefesa contra bases de lançamento de mísseis e embarcações iranianas; Teerã classificou as ações como violação do cessar-fogo, enquanto negociações para um acordo em Doha seguem com divergências, segundo autoridades.
O petroleiro Idemitsu Maru, com bandeira do Panamá, chegou ao Japão após atravessar o Estreito de Ormuz durante o conflito com o Irã. A embarcação atracou no cais próximo a Chita, em Honshu, na segunda-feira (25).
O navio transportava 2 milhões de barris de petróleo bruto para a província de Aichi, onde será refinado em produtos petrolíferos, segundo a NHK, citando a operadora Idemitsu Kosan Co.
A viagem ocorreu em meio a uma escalada de tensões na região. O governo japonês vê a passagem como garantia de fornecimento estável de energia, mas ainda há 39 embarcações japonesas retidas no Golfo, conforme o secretário‑chefe do Gabinete, Minoru Kihara.
Os EUA anunciaram ataques de autodefesa contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas no entorno do Estreito de Ormuz, alegando defesa de suas forças. Teerã chamou as ações de violação do cessar‑fogo.
Enquanto isso, negociadores iranianos e o ministro das Relações Exteriores se reuniam em Doha com o premiê do Catar, discutindo um possível acordo para encerrar o conflito, segundo informações de fontes familiarizadas com o tema.
Donald Trump afirmou, em rede social, que as negociações com o Irã estavam indo “bem”, mas alertou para novos ataques caso fracassem. Já o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reiterou que o acordo depende de divergências na redação do documento.
Fonte: cobertura da Reuters.
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