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Líder do PCC condenado a 126 anos é detido na Bolívia

Gerson Palermo, líder do PCC, é detido na Bolívia; cooperação entre Brasil e Bolívia facilita sua transferência para investigação

O vice-ministro boliviano da Defesa Social e Substâncias Controladas, Ernesto Justiniano, disse que a prisão de Gerson Palermo foi resultado de um trabalho coordenado com a Polícia Federal brasileira (Foto: Luis Gandarillas/EFE)
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  • Gerson Palermo, 68 anos, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi detido nesta terça-feira, 26, no estado boliviano de Santa Cruz, no município de Cotoca.
  • A prisão foi realizada pelo Grupo de Inteligência e Operações Especiais (GIOE) da Força Especial de Combate ao Narcotráfico (FELCN) da polícia da Bolívia.
  • Palermo havia sido condenado a quase 126 anos de prisão por tráfico, associação ao tráfico e por um roubo envolvendo um Boeing da Vasp em 2000, com desvio de cerca de R$ 5,5 milhões em malotes do Banco do Brasil.
  • O criminoso estava foragido desde abril de 2020, após romper a tornozeleira eletrônica, em liberdade condicional por supostos problemas de saúde.
  • A prisão ocorreu em coordenação com a Polícia Federal brasileira, com transferência prevista para o Brasil no âmbito de cooperação internacional, após investigação na Interpol.

O brasileiro Gerson Palermo, 68 anos, um dos líderes do PCC, foi preso nesta terça-feira no estado boliviano de Santa Cruz, na região de Cotoca. A operação foi realizada pelo Grupo de Inteligência e Operações Especiais da FELCN.

A detenção ocorreu pela manhã, em Cotoca, com participação de forças bolivianas da polícia. A cooperação com a Polícia Federal brasileira, via Corumbá, também foi determinante para o resultado.

Palermo já havia sido condenado a quase 126 anos de prisão por tráfico, associação para o tráfico e por tentativa de desvio de um voo em agosto de 2000, quando sequestrou um Boeing da Vasp e desviou a rota para o Paraná, roubando cerca de R$ 5,5 milhões em malotes do BB.

O condenado estava foragido desde abril de 2020, após romper a tornozeleira eletrônica em liberdade condicional de um presídio federal de Campo Grande. Ele foi encaminhado a um escritório da Interpol para investigação.

As autoridades bolivianas informaram que a transferência de Palermo para o Brasil está sendo coordenada com a Polícia Federal brasileira, dentro de mecanismos de cooperação internacional. O caso evidencia a importância da troca de informações entre países no combate a organizações transnacionais.

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