- A SpaceX elevou o preço da Starlink, internet via satélite usada por drones militares dos EUA, de cerca de US$ cinco mil para até US$ vingtenta e cinco mil por terminal, durante a campanha contra o Irã.
- A mudança impactou drones de ataque LUCAS, com o custo por unidade quase dobrando, segundo documentos da Reuters.
- O Pentágono teve atrito com a cobrança, já que autoridades disseram que o reajuste parecia voltado a aeronaves convencionais, não apenas a drones de uso breve; ainda assim o Departamento de Defesa aceitou o ajuste.
- Também houve negociações para oferecer internet a celulares de iranianos durante apagões, com proposta de até US$ 500 milhões para implementação e US$ 100 milhões mensais de operação, sem confirmação de acordo.
- Elon Musk contestou as informações na rede social X, chamando-as de falsas, e ressaltou que existe uma rede separada, a Starshield, destinada a operações do governo, enquanto o Pentágono afirma buscar maior competição no mercado de satélite.
A SpaceX elevou o custo da Starlink, internet via satélite usada por drones militares dos EUA, em até cinco vezes, segundo a Reuters. A medida ocorreu durante o acirramento do conflito com o Irã e gerou atrito com o Pentágono. A rede de Musk também é considerada essencial para operações no campo de batalha.
O aumento ocorreu após o início da campanha militar dos EUA contra o Irã, em 28 de fevereiro. Executivos da SpaceX argumentaram que as forças americanas pagavam menos do que o adequado pelo uso militar da Starlink em drones de ataque. O valor passou de cerca de 5 mil dólares por terminal para aproximadamente 25 mil dólares.
Segundo documentos revisados, o Pentágono discordou da base para o reajuste, afirmando que a cobrança maior seria para aeronaves convencionais, não para drones que usam a conexão por curtos períodos. Mesmo assim, o órgão aceitou a mudança, elevando o custo operacional por unidade do drone LUCAS, de cerca de 30 mil dólares para valores mais altos.
A Starlink tornou-se central na comunicação militar desde a invasão da Ucrânia, em 2022, viabilizando dados, coordenação de operações e conectividade em áreas sem infraestrutura. A SpaceX opera cerca de 10 mil satélites, com mais de 60% do total em órbita, segundo a Reuters.
O Pentágono mantém o sistema Starshield, criado em 2023 para uso militar, integrado a parte comercial da Starlink. Documentos citados pela Reuters indicam que cerca de 20% da receita da SpaceX vem do governo americano, mantendo a empresa com atuação em mercados civis e militares.
Planos para internet no Irã
Há avanços além do uso em drones. Autoridades americanas discutiram oferecer acesso à internet para celulares de iranianos, na tentativa de contornar bloqueios de comunicação. A proposta previa conexão semelhante a redes 5G, sem depender de antenas terrestres.
A SpaceX sugeriu cobrar até 500 milhões de dólares para implementar o sistema, mais uma taxa operacional mensal de 100 milhões. Não há confirmação de acordo firmado até o momento. A notícia envolve negociações sensíveis entre governo americano e a empresa.
Musk reagiu nas redes sociais, negando parte das informações veiculadas pela Reuters e classificando o texto como falso. Ele disse que o uso civil da Starlink foi diferente do uso militar e ressaltou a existência da rede Starshield. O Pentágono voltou a afirmar o interesse em ampliar a concorrência no mercado de satélite.
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