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Negociação EUA-Irã avança, mas Rubio descarta solução imediata

Negociações EUA e Irã avançam, mas Rubio afirma que não haverá acordo imediato; diplomacia segue como prioridade, mesmo com ataques e impacto no Estreito de Ormuz

O secretário de Estado, Marco Rubio, fala à imprensa — Foto: Julia Demaree Nikhinson/Pool via REUTERS
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  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que um acordo com o Irã ainda pode levar alguns dias, não sendo resolvido de imediato.
  • Forças americanas realizaram ataques defensivos no sul do Irã, enquanto o Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto.
  • O Irã disse ter derrubado um drone furtivo com um novo sistema de defesa aérea, sem detalhar a origem da aeronave.
  • Em Doha, negociadores discutem o futuro do Estreito de Ormuz, o estoque de urânio iraniano e a possível liberação de ativos congelados, com ênfase em um acordo-quadro antes de tratar o nuclear.
  • O contexto regional inclui avanços anunciados por Donald Trump e ações de Israel contra o Hezbollah, com impactos esperados no petróleo e nos custos globais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sinalizou que ainda há espaço para acordo com o Irã, mas que isso pode levar alguns dias. A declaração foi feita nesta terça (26), um dia após ataques defendivos dos EUA no sul do Irã, segundo Washington.

Rubio afirmou que o Estreito de Ormuz precisa permanecer aberto de alguma forma, em entrevista a jornalistas durante voo para Jaipur, na Índia. Ele destacou que os estreitos devem continuar operando, sem detalhar mecanismos.

Apesar de um cessar-fogo vigente desde abril, o Comando Central dos EUA informou ter realizado novos ataques para proteger tropas contra ameaças das forças iranianas. O Irã afirmou ter derrubado um drone furtivo, sem detalhar a origem.

As ações ocorreram enquanto o principal negociador iraniano e o chanceler do país estavam em Doha, no Catar, reunidos com o premier local para tratar de um acordo com os EUA que encerre o conflito, segundo uma fonte próxima às negociações.

Rubio reiterou em Nova Déli que Washington fará todas as chances à diplomacia antes de adotar medidas alternativas. Ele mencionou a existência de propostas concretas, inclusive sobre a reabertura do estreito e um diálogo real sobre o programa nuclear.

Na rede social do ex-presidente Trump, foi citado que as negociações com Teerã avançavam, com alerta de que novos ataques podem ocorrer se falharem. A publicação não trazia confirmação oficial adicional.

Em sinal de escalada regional, o primeiro-ministro de Israel confirmou que continuará ataques contra o Hezbollah, no Líbano. O Exército israelense informou ações contra infraestrutura do grupo no Vale do Bekaa e outras áreas.

Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo em meio a abril, mas Israel mantém ataques sob a justificativa de autodefesa, citando o Hezbollah como parte de tensões não resolvidas.

Segundo uma fonte da Reuters, as negociações em Doha discutem o futuro do Estreito de Ormuz e o estoque de urânio iraniano. A possível liberação de ativos congelados também figura entre os temas.

O porta-voz iraniano afirmou que o tema nuclear só será negociado após um acordo-quadro. O governo de Teerã indicou que não pretende fixar detalhes sobre a gestão da rota de navegação até assinatura do acordo.

Um jornal japonês informou que EUA e Irã trabalham em um plano para reabrir plenamente o estreito cerca de 30 dias após um cessar as hostilidades, caso haja acordo. A notícia cita fontes diplomáticas da região.

Desde os ataques de fevereiro, o tráfego pelo Estreito de Ormuz caiu consideravelmente, reduzindo de 125–140 navios/dia para apenas algumas dezenas, segundo relatos de mercado. O cenário elevou os preços internacionais de petróleo.

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