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Rússia mira incessantemente infraestruturas críticas e democracia, diz GCHQ

GCHQ alerta que a Rússia mira infraestrutura crítica, processos democráticos e cadeias de suprimentos, gerando momento de consequência para o Reino Unido

A Russian flag is visible through trees
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  • A GCHQ, liderança de Anne Keast-Butler, alerta que a Rússia vem “sem cessar” mirando infraestrutura crítica, processos democráticos, cadeias de suprimento e a confiança pública no Reino Unido.
  • O discurso inaugural será feito em Bletchley Park, afirmou a diretora, destacando ameaças e as medidas necessárias para enfrentá-las.
  • Moscou é apontada como responsável por espionagem no território britânico e por uma “guerra híbrida”; o Kremlin nega as acusações.
  • A agência cita também desafios de outras potências, como a China, e diz que avanços em IA e tecnologia reduzem o tempo para manter vantagem; centenas de navios da chamada frota sombra teriam entrado em águas britânicas.
  • Em tom de orientação, a GCHQ orienta reforçar a cibersegurança, usar passkeys no lugar de senhas, proteger cadeias de suprimentos e incorporar segurança desde novas tecnologias.

A dirigente da GCHQ, Anne Keast-Butler, sinalizou que o Reino Unido vive um “momento de consequências” diante de ataques contínuos a infraestrutura crítica. A avaliação vem à tona em discurso inaugural público, marcado para quarta-feira.

Keast-Butler apontou a Rússia como principal alvo de ações para desestabilizar processos democráticos, cadeias de suprimento e a confiança pública. Segundo ela, o país tem realizado ataques cibernéticos e sabotagens com alvo institucional.

A fala antecipa medidas para enfrentar as ameaças, com trabalho intenso da GCHQ ao lado de parceiros de inteligência e defesa. A chefe afirma que a cooperação visa degradar e reduzir o risco russo.

Ameaças globais e capacidades tecnológicas

O discurso deve abordar também o aumento de atividades de redes clandestinas ligadas a crimes organizados, resistentes a ataques de phishing e ransomware. A chefe destaca a necessidade de reforçar vulnerabilidades domésticas.

Keast-Butler citou o histórico de ações atribuídas ao Kremlin, incluindo atentados contra dissidentes no Reino Unido. As referências incluem casos de 2006 e 2018, com uso de agentes tóxicos, segundo investigações anteriores.

A líder enfatiza que, desde a invasão da Ucrânia em 2022, Moscou intensifica um que chamou de guerra híbrida contra potências ocidentais. A GCHQ promete atuar com agilidade para conter esse cenário.

Inovação, cooperação e uso público da tecnologia

A diretora afirma que, enquanto a China avança como superpotência tecnológica, é essencial acompanhar inovações em IA, cibersegurança e capacidades militares. A janela de vantagem estratégica para o Reino Unido é estreita.

Keast-Butler defende parcerias entre indústria, academia e público para manter o país na vanguarda tecnológica. Ela ressalta a importância de tornar a segurança cibernética mais urgente em todos os níveis.

A GCHQ opera em Cheltenham, no centro do país, e é conhecida pela sede circular apelidada de Doughnut. A agência concentra-se em cibersegurança e inteligência de sinais, consumindo parcela considerável do orçamento de inteligência.

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