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UE busca mediador russo para encerrar a guerra na Ucrânia

UE avalia nova dinâmica de negociações com Moscou para encerrar a guerra; Kyiv pressiona por mediadores externos, com rumores sobre Merkel e Draghi

Finnish President Alexander Stubb (right) said he "probably couldn't answer in the negative" if he were offered the task of mediating with Russia
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  • A Ucrânia quer ajuda da UE para negociar o fim da guerra com a Rússia, tema discutido numa reunião informal de ministros de Exterior na cipre.
  • A UE estuda reengajar com Moscou em relação à Ucrânia, enquanto os EUA sinalizam menos mediação e a Rússia intensifica ataques.
  • O ministro de Relações Exteriores da Ucrânia disse à BBC que Kiev busca introduzir novas dinâmicas e uma participação mais ativa da UE nas negociações.
  • Entre os nomes citados como possíveis enviados estão Angela Merkel e Mario Draghi; Draghi preferiu não comentar, e Alexander Stubb afirmou que aceitaria o papel se a Rússia concordasse com um cessar-fogo.
  • Analisando o cenário, especialistas afirmam que o diálogo com Moscou é improvável sem posição firme da UE; Kyiv realiza ataques de longo alcance contra alvos russos, enquanto a Rússia acusa a UE de incentivar Kyiv.

O governo ucraniano pediu à União Europeia que atue como mediadora para encerrar o conflito com a Rússia, tema a ser discutido em uma reunião informal de ministros de Relações Exteriores da UE em Chipre. Kiev busca reagir com novas dinâmicas nas negociações com Moscou, segundo o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha. O objetivo é criar participação mais ativa da parte europeia no processo.

A imprensa descreve a cobrança em meio a sondagens sobre o retorno de contatos com Moscou, após esforços dos EUA terem estagnado e a Rússia intensificar ataques. Entre os nomes cogitados para atuar como enviado aparecem figuras como a ex-chanceler alemã Angela Merkel e o ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi, embora Sybiha tenha evitado comentar sobre pessoas específicas. Um porta-voz de Draghi disse que ele prefere não comentar no momento.

Neste fim de semana, Kiev sofreu ataques com mísseis e drones, em um dos momentos mais intensos do conflito. Moscou prometeu novas ações na região e reiterou pedidos para que estrangeiros deixem o país, enquanto alerta para que a população local tome cuidado. Em resposta, a Rússia acusou a UE de apoiar militarmente Kyiv e de atrapalhar as tentativas de paz dos EUA.

Ação diplomática e avaliação do cenário

Analistas veem dificuldades para qualquer avanço rápido, citando a percepção de que a Europa ainda não demonstrou firmeza suficiente para influenciar Moscou. Um pesquisador do think tank Adastra afirma que a Europa precisa recuperar protagonismo para ter eficácia como mediadora, caso opte por atuar de forma independente.

Enquanto a UE discute a possibilidade de retomar o diálogo, Kyiv intensificou ações contra infraestrutura energética russa, consideradas parte de uma estratégia de sanções de longo alcance. A escalada militar, por sua vez, alimenta incertezas sobre a viabilidade de negociações sérias no curto prazo.

Observa-se que parlamentares ucranianos afirmam que não há sinais de que a Rússia deseje encerrar a guerra. Ainda assim, indicam que uma energia renovada de interesse europeu poderia influenciar o processo, especialmente para representar a UE diante da ameaça russa.

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