- uma mulher associada ao grupo extremista Estado Islâmico, que retornou à austrália da síria, foi indiciada por crimes terroristas, segundo a polícia.
- dois grupos de mulheres e crianças chegaram à austrália neste mês, após passarem anos no campo al-Roj, no nordeste da síria.
- não havia detalhes adicionais sobre a pessoa presa ou as acusações; a polícia faria uma coletiva de imprensa mais tarde nesta quinta-feira.
- três mulheres que retornaram neste mês já enfrentam acusações de crimes contra a humanidade e de permanecer em uma zona de conflito declarada.
- o grupo que chegou a sydney e melbourne na terça-feira é considerado o último australiano no campo al-Roj; o governo tem sido alvo de debates sobre o retorno, com defensores pedindo apoio às crianças e críticos cobrando responsabilidade.
Uma mulher ligada ao grupo Estado Islâmico que retornou à Austrália a partir da Síria foi acusada de crimes relacionados ao terrorismo, informou a polícia. A prisão ocorreu enquanto outras informações não estavam imediatamente disponíveis e uma coletiva de imprensa estava marcada para hoje.
Dois grupos de mulheres e crianças chegaram à Austrália neste mês, após passar anos no campo de al-Roj, no nordeste da Síria, onde familiares de combatentes do IS estão detidos desde 2019. O retorno faz parte de um contingente recente de australianos que deixaram o campo.
Três mulheres que retornaram neste mês já respondem a acusações de crimes contra a humanidade e de permanecer em zona de conflito declarada. Os relatos indicam que os casos estão sob investigação policial.
Contexto
A chegada dos grupos no país reacende o debate político na Austrália, com críticas ao governo pela condução do retorno e à gestão do apoio às mulheres e crianças envolvidas. O primeiro-ministro Anthony Albanese enfatizou que quem opta por ações no passado deve arcar com as consequências.
Advogados e defensores argumentam que é necessário assegurar o direito de retorno e oferecer apoio às crianças, com tratamento adequado para proteger direitos humanos e garantir o devido processo. A polícia promete mais detalhes em novas declarações.
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