- EUA atacaram o Irã novamente, segundo a Reuters; o alvo seria uma instalação militar que representava ameaça a tropas americanas e ao tráfego no Estreito de Ormuz.
- Forças americanas interceptaram e derrubaram vários drones iranianos considerados perigosos.
- Explosões foram ouvidas na região de Bandar Abbas, e sistemas de defesa aérea ficaram ativos por vários minutos, conforme a agência Fars News.
- O Irã acusa os EUA de violar o acordo de cessar-fogo e segue em negociações de paz com o objetivo de encerrar a guerra.
- O contexto envolve tensões no Oriente Médio desde fevereiro, com o Irã tendo fechado o Estreito de Ormuz e os EUA respondendo com bloqueio naval a portos iranianos.
Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra o Irã, segundo a agência Reuters, nesta quarta-feira (27). A operação atingiu uma instalação militar no Irã que, segundo autoridades americanas, representava ameaça a tropas dos EUA e ao tráfego no Estreito de Ormuz. Drones iranianos teriam sido interceptados e derrubados pelas forças americanas.
A autoridade americana, que pediu anonimato, afirmou ainda que hesitações foram afastadas após a ofensiva. Em Bandar Abbas, cidade portuária no sul do Irã, a imprensa estatal relatou explosões e defesas aéreas ativas por vários minutos, conforme a agência Fars News.
A ofensiva de hoje sucede ações de autodefesa de terça-feira (26), quando Washington afirmou ter atingido locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo os EUA, instalavam minas subaquáticas.
O Irã acusa os EUA de violar o cessar-fogo em vigor desde 7 de abril e, no momento, negocia um tratado de paz sob mediação paquistanesa para encerrar o conflito. A tensão remete aos ataques combinados de EUA e Israel contra o Irã no fim de fevereiro.
A declaração do governo iraniano, publicada nesta quarta, aponta que Washington e Tel Aviv tentam derrubar a República Islâmica e fragmentá-la. Em paralelo, relações entre as partes seguem sem sinal de concessões em temas centrais, como controle do Estreito de Ormuz e programa nuclear.
O Irã fechou temporariamente o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio de petróleo e gás, enquanto os EUA impuseram bloqueio naval aos portos iranianos. A resposta internacional permanece coordenada, com cautela nas análises de possíveis desfechos.
Em meio ao agravar das hostilidades, o Irã informou considerar improvável a retomada da guerra, enquanto a Guarda Revolucionária ressaltou que a fraqueza do adversário reduz chances de novos confrontos, sem indicar data para mudanças na postura.
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