- A OMS pediu um cessar-fogo imediato no leste da República Democrática do Congo para conter o surto de Ebola, citando deslocamentos em massa e disseminação da doença em campos superlotados.
- O diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus deve viajar à região nesta semana para acompanhar a resposta à crise.
- A cepa Bundibugyo do Ebola, ainda sem vacina ou tratamento aprovado, foi declarada emergência de preocupação internacional e há aumento expressivo de casos.
- Até agora há mais de novecentos casos suspeitos e mais de duascentas mortes suspeitas em três províncias, incluindo Kivu do Norte (controlada pelo grupo M23) e Kivu do Sul (Alliance Fleuve Congo).
- Doadores prometeram cerca de quinhentos milhões de dólares, porém nem tudo foi desembolsado; organizações humanitárias relataram ataques a médicos e dificuldades logísticas devido à desconfiança local.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde pediu um cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo para conter o surto de Ebola. A medida evitaria deslocamentos em massa e a disseminação da doença em campos superlotados. A OMS aponta que a situação é agravada pela violência.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou que não é possível construir confiança nem isolar os doentes enquanto há bombardeios em curso. Ele viaja à região nesta semana para buscar apoio e ampliar o acesso a pacientes e equipes de combate à doença.
Até o momento, mais de 900 casos suspeitos e mais de 200 mortes são registrados em três províncias do leste, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul. Grupos rebeldes controlam algumas áreas que dificultam a resposta.
Contexto regional
O surto envolve a cepa Bundibugyo do Ebola, para a qual não há vacina ou tratamento aprovado. A OMS declarou emergência de saúde pública de interesse internacional neste mês devido ao aumento acentuado dos casos. A violência local complica a contenção.
O grupo de ajuda Save the Children informou que um quarto das mortes confirmadas são de crianças. A organização pediu maior rigor na prevenção de infecções entre populações vulneráveis.
Milhões de pessoas estão deslocadas em decorrência do conflito na região. A ONU aponta que pontos de passagem na região do Nilo Ocidental, em Uganda, estão com capacidade excedida.
Esforços e financiamento
Grupos humanitários enviam equipes e suprimentos para o leste do Congo, mesmo com ataques a médicos. Doadores prometeram cerca de US$ 500 milhões, mas nem todo o valor foi desembolsado ainda. Autoridades de saúde monitoram a evolução da resposta.
O interesse internacional permanece intenso, com a OMS reforçando a necessidade de cooperação entre partes em conflito. Autoridades locais ressaltam a dificuldade de manter operações de saúde sob ataques e desconfiança.
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