- O Reino Unido e a Polônia assinaram um novo tratado de defesa e segurança, em meio a alertas de Keir Starmer sobre a agressão russa.
- Starmer afirmou que o acordo representa um “levantamento geracional” na relação entre os dois países, com objetivos em defesa, cibersegurança, fronteiras e combate a organizações criminosas.
- O texto do tratado destaca cooperação mais estreita em segurança, apoio à Otan e o enfrentamento da migração irregular, com plano de ação conjunto e uso de novas tecnologias para monitorar fronteiras.
- O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, ressaltou valores compartilhados, como Estado de direito e direitos humanos, como base do acordo.
- Críticos, como Ed Arnold, questionaram o impacto real do tratado, apontando que partes importantes já existiam em acordos anteriores de 2018 e 2023, e alertaram para o risco de misturar áreas de políticas diferentes.
Sir Keir Starmer afirmou que o Reino Unido e a Polônia enfrentam o maior desafio com a agressão russa, ao assinarem um novo tratado de defesa e segurança. O acordo foi formalizado durante a visita de Starmer a Donald Tusk, em RAF Northolt, no oeste de Londres, nesta semana.
O objetivo do tratado, segundo Downing Street, é ampliar a cooperação em defesa, defender empregos no setor, responder a ataques cibernéticos, melhorar a segurança de fronteiras e enfrentar grupos criminosos organizados. O acordo também reforça o compromisso com a OTAN e aborda migração irregular com ações conjuntas.
Durante a visita, as duas lideranças passaram pelo Bunker da Batalha da Grã-Bretanha, onde depositaram uma coroa em cerimônia commemorativa. Starmer destacou que o contexto da parceria é a ameaça russa, não apenas na Ucrânia, mas em toda a região euro-atlântica.
Detalhes do acordo e críticas
Donald Tusk ressaltou que valores compartilhados, como o estado de direito e direitos humanos, formam a base do tratado. O texto destaca fortalecer a cooperação em segurança e defesa diante dos desafios para o Reino Unido, Polônia e Europa.
O documento identifica a Rússia como a maior ameaça de longo prazo à segurança euro-atlântica e reafirma o compromisso firme entre os dois países com a OTAN. Também aponta a migração irregular como desafio comum, exigindo soluções conjuntas e maior uso de tecnologia e compartilhamento de informações.
O governo britânico informou que será elaborado um plano de ação conjunto para migração irregular, com foco em monitoramento de fronteiras, uso de novas tecnologias e combate ao uso indevido de redes sociais por gangs de contrabando.
Críticos ouvidos pelo meio, como o analista Ed Arnold, questionam o impacto prático do tratado e a diferença em relação a acordos anteriores entre os dois países. O especialista ressalta que parte do conteúdo se aproxima de pactos já existentes de 2018 e 2023, levantando dúvidas sobre a necessidade de um novo acordo.
Arnold disse que o documento parece mais focado em migração do que em defesa e segurança, e alerta para o risco de que, ao combinar várias áreas políticas, diferenças em uma delas possam afetar as demais partes do acordo.
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