- O governo brasileiro afirma que Trump foi cauteloso ao não postar sobre o encontro de Flávio Bolsonaro na Casa Branca, ao contrário de publicações sobre outros candidatos que ele apoia.
- Em dois mil e vinte e seis, a Casa Branca publicou fotos do encontro com Karol Nawrocki, candidato da Polônia, no Salão Oval, e Trump fez publicações na Truth Social sobre outros candidatos.
- Flávio ficou na Casa Branca por cerca de uma hora e quarenta minutos; a reunião com Trump pode ter durado apenas alguns minutos, segundo a leitura do governo.
- A ausência de publicações sobre o encontro é vista pelo governo brasileiro como sinal de que Trump não quis se indispor com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Flávio Bolsonaro deve ter encontros no Departamento de Estado nesta quarta-feira, com assessores próximos da família Bolsonaro ligados a posições sobre o PCC e CV como organizações terroristas, tema de oposição de Lula.
O governo brasileiro avalia que a Casa Branca foi cautelosa ao não publicar fotos ou declarações sobre o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. O encontro ocorreu na terça-feira, na capital americana, e durou pouco mais de uma hora, segundo apuração de fontes oficiais.
Segundo apurações, Trump não registrou o encontro com Flávio Bolsonaro em suas redes sociais, ao contrário do que ocorreu em outros momentos com candidatos apoiados por ele. No ano passado, a divulgação de fotos do encontro com Karol Nawrocki, na Polônia, foi registrada pela conta da Casa Branca na X. Em contrapartida, publicações de apoio a outros candidatos eram comuns na Truth Social.
Há diferentes leituras sobre o silêncio de Washington. O governo brasileiro sugere que a presidência americana evitou qualquer atrito com o presidente Lula, mantendo um teor neutro no relato público do encontro. Flávio Bolsonaro participou de atividades no Salão Oval, com encontros de caráter curto, sem divulgação imediata de imagens oficiais.
Contexto das redes e desdobramentos
A reportagem aponta que, há cerca de três semanas, Trump já havia compartilhado uma avaliação pública favorável a Flávio, ressaltando aproximação com o Brasil. Além disso, o roteiro de visitas de Flávio a órgãos norte-americanos incluiu agenda no Departamento de Estado na quarta-feira, com a participação de assessores próximos da família Bolsonaro.
No cenário externo, Trump tem utilizado plataformas para comunicar posicionamentos sobre eleições em Honduras e Hungria, com mensagens de apoio a candidatos aliados. A avaliação do governo brasileiro é de que essas publicações ajudam a entender a política externa da administração norte-americana e o objetivo de manter relações estáveis com o governo de Lula.
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