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Venezuela liberta oito militares condenados por conspiração contra Maduro

Oito militares libertados por pena cumprida no caso Paraquedistas, entre eles o general Raúl Isaías Baduel, em meio a novas liberações sob anistia

Grupo incluía o general Raúl Isaías Baduel, que foi aliado de Hugo Chávez e morreu na prisão em 2021
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  • Oito militares venezuelanos condenados por conspiração contra o governo de Nicolás Maduro deixaram a prisão na terça-feira, 26, em mais uma etapa de libertações.
  • O caso envolve o chamado Caso Paraquedistas, que tratava de incitação contra Maduro; entre os beneficiados estava o general Raúl Isaías Baduel, aliado de Hugo Chávez, que morreu na prisão em 2021.
  • Os sargentos deixaram o tribunal sob aplausos; o general Ramón Lozada, em cadeira de rodas, levantou-se e colocou a bandeira da Venezuela no peito.
  • A presidente interina Delcy Rodríguez assinou uma lei de anistia que exclui a maioria dos militares, considerados presos políticos por ONGs.
  • Segundo a Foro Penal, desde janeiro quase 800 presos políticos foram libertados; a organização afirma que, até 25 de maio, havia 409 presos políticos no país, e o governo diz ter beneficiado 8 mil pessoas pela anistia.

Oito militares venezuelanos condenados por conspirar contra o governo de Nicolás Maduro deixaram a prisão na terça-feira, 26. A libertação ocorreu no âmbito de medidas do governo interino de Delcy Rodríguez. Eles estavam ligados ao chamado Caso Paraquedistas, que acusava incitação contra o regime.

Entre os libertados está o grupo de sargentos paraquedistas que cumpriam penas por suposta conspiração. O general Raúl Isaías Baduel, aliado de Hugo Chávez, também integrado ao caso, morreu em 2021 na prisão. Duas filhas de Baduel atuam pela libertação de familiares.

Os familiares e defensores comemoraram a decisão. Conforme informações divulgadas, o grupo deixou o tribunal sob aplausos, com um dos oficiais em cadeira de rodas ergueu a bandeira nacional. A ONG Foro Penal reportou a libertação por pena cumprida.

Contexto do caso

A presidente interina assinou lei de anistia que exclui a maioria dos militares, apontados por ONGs como presos políticos. O PTA aponta que a maior parte dos beneficiados não estava presa, mas respondia a processos. A comissão parlamentar avalia tramitações em curso.

Segundo a Foro Penal, desde janeiro quase 800 presos políticos foram libertados. O governo afirma que cerca de 8 mil pessoas foram beneficiadas pela anistia em vigor desde fevereiro, embora muitos já respondessem a processos.

Dois grupos de militares já haviam sido libertados: um primeiro grupo de 31 militares saiu da prisão em fevereiro, sob liberdade condicional. A ONG e autoridades destacam que o cenário político é polarizado e que o andamento de casos varia conforme as circunstâncias judiciais.

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