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Amorim critica uso de intervenção para classificar PCC e CV como terroristas

Celso Amorim classifica a medida dos Estados Unidos como pretexto para intervenção; governo alerta que declaração pode provocar bloqueio econômico e tensões diplomáticas

A classificação dos EUA de que PCC e CV serão interpretados como grupos terroristas contraria o governo Lula - (crédito: BBC Geral)
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  • Celso Amorim, assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente Lula, chamou a classificação dos PCC e CV como terroristas de “pretexto para intervenção” dos EUA.
  • A anúncio foi feito em 28/5 pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rúbio, durante o Fórum Internacional de Segurança em Moscou.
  • O evento reuniu representantes de mais de 100 países e diversas organizações internacionais.
  • O Planalto sustenta que reconhecer PCC e CV como grupos terroristas poderia servir de pretexto para bloqueio econômico ou ataque militar ao Brasil.
  • O tema envolve cooperação internacional para combate ao crime, lavagem de dinheiro e contrabando de armas.

O assessor-chefe da Assessoria Especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Celso Amorim, afirmou que a classificação dos grupos PCC e CV como terroristas pelos Estados Unidos funciona como um pretexto para intervenção. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 28 de maio, durante o Fórum Internacional de Segurança em Moscou, na Rússia.

Amorim sustentou que segurança pública é essencial para o desenvolvimento econômico e social, e que o combate ao crime organizado é prioritário. Ele ressaltou a importância da cooperação internacional em áreas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas rebateu a ideia de que a classificação possa justificar intervenção externa.

A posição brasileira contrasta com a decisão do governo dos EUA, anunciada no mesmo dia, ao classificar as facções como terroristas. O Planalto e o Ministério das Relações Exteriores avaliam que esse reconhecimento poderia servir como justificativa para bloqueios econômicos ou ações militares contra o Brasil, o que motivou o repúdio diplomático até o momento.

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