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BIS aponta tokenização para pagamentos internacionais mais rápidos e seguros

BIS aponta projeto experimental de tokenização para liquidações atômicas em pagamentos internacionais, reduzindo custos, atrasos e falhas operacionais

Imagem da matéria: BIS diz que tokenização pode tornar pagamentos internacionais mais rápidos e seguros
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  • O Banco de Compensações Internacionais informou que o projeto experimental Project Agorá, desenvolvido com bancos centrais e instituições financeiras, avalia a tokenização para tornar pagamentos internacionais mais rápidos e seguros.
  • O protótipo realizou liquidações “atômicas” entre diferentes moedas e jurisdições, o que significa que a transação só ocorre se todas as etapas forem bem-sucedidas ao mesmo tempo.
  • A infraestrutura tem duas camadas: um livro-razão compartilhado para depósitos tokenizados de bancos comerciais e registros separados de reservas tokenizadas dos bancos centrais, mantendo a autonomia dos bancos centrais.
  • Participam sete bancos centrais, incluindo Federal Reserve de Nova York, Bank of England, Bank of Japan e Swiss National Bank, além de mais de quarenta instituições privadas; o Bank of Canada deve entrar formalmente na iniciativa.
  • O BIS ressalta que o objetivo é modernizar o sistema de correspondentes bancários, reduzir custos e aumentar transparência, mantendo a estrutura atual com bancos comerciais como intermediários; ainda há desafios técnicos, operacionais e jurídicos a superar antes de escala.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) destacou que a tokenização pode tornar pagamentos internacionais entre bancos mais rápidos e seguros. O projeto experimental, chamado Project Agorá, foi desenvolvido em parceria com bancos centrais e instituições financeiras para testar blockchain e contratos inteligentes. O relatório foi divulgado na quarta-feira, 28.

A estrutura do protótipo funciona em duas camadas. Uma mantém um livro-razão compartilhado de depósitos tokenizados entre bancos comerciais. A outra registra reservas tokenizadas dos bancos centrais, em cada jurisdição, preservando autonomia dos bancos centrais sobre seus sistemas.

Participaram inicialmente sete bancos centrais, incluindo Federal Reserve de Nova York, Banco da Inglaterra, Banco do Japão e Banco Nacional da Suíça. O Banco do Canadá deve ingressar formalmente na iniciativa, junto a mais de 40 instituições financeiras privadas.

O BIS ressalta que o objetivo é modernizar o sistema de correspondentes bancários hoje visto como lento, caro e pouco transparente. Os pagamentos internacionais ainda dependem de processos sequenciais com múltiplos intermediários, elevando custos e dificultando liquidez e visibilidade.

Além disso, o relatório aponta que o protótipo incorporou mecanismos de privacidade e conformidade regulatória. Dados de transações ficam visíveis apenas para as partes envolvidas, com checagens de AML, financiamento ao terrorismo e sanções realizadas antes da liquidação.

Outra vantagem apontada é a possibilidade de pagamentos internacionais operarem 24/7, sem depender de fusos horários. Após o bloqueio dos recursos, as liquidações podem ocorrer em segundos.

Atenção: o BIS afirma que o projeto permanece em fase experimental. Avanços técnicos, operacionais e jurídicos são necessários antes de qualquer implementação em larga escala. Os participantes seguirão com testes com valores reais e moedas específicas.

Estado atual e próximos passos

O BIS explica que a iniciativa busca manter a estrutura atual, com bancos comerciais atuando como intermediários, mas com tokenização para reduzir ineficiências e automatizar processos. A expectativa é ampliar a interoperabilidade entre sistemas nacionais e internacionais.

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