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Chanceler de Lula busca reunião com Rubio, Flávio ganha encaixe

Flávio Bolsonaro consegue encaixe com Marco Rubio em Washington, um dia após falar com Trump; apoia classificar PCC e Comando Vermelho como terroristas, Lula é contra

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio (esq.), e o senador Flávio Bolsonaro. 27/05/2026 - (X/Reprodução)
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  • Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato, teve encontros em Washington com o vice-presidente americano e com o secretário de Estado Marco Rubio, um dia após conversar com o presidente Donald Trump.
  • O encontro com Rubio durou cerca de trinta minutos e não estava previsto na agenda anterior à chegada à capital americana.
  • Em contraste, Mauro Vieira levou nove meses para ser recebido por Rubio após a posse do governo Lula e a reunião foi breve, cerca de cinco minutos, à margem de uma reunião do G7.
  • Flávio manifestou apoio à possível caracterização das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos, assim como fez com Trump.
  • O conteúdo exato das conversas não foi divulgado, e Lula é contra a classificação por temer ingerência externa e possíveis consequências dentro do Brasil.

O senador e pré-candidato à Presidência Flavio Bolsonaro (PL) teve encontros em Washington, DC, na quarta-feira 27, com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio. Os encontros ocorreram um dia após Flavio ter conversado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A agenda não havia sido anunciada previamente para nenhum dos dois encontros.

O encontro com Rubio durou cerca de 30 minutos, segundo informações oficiais. Já a reunião com Vance foi realizada no mesmo dia, em um formato reservado. Flavio chegou a gravar a passagem por Washington sem antecipar a pauta, repetindo um padrão observado em viagens anteriores.

Pouco se sabe sobre o conteúdo específico das conversas com o núcleo duro da administração americana. O que se sabe é que Flavio reiterou apoio à possível classificação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras pelos Estados Unidos.

Conteúdo das reuniões

A posição de Lula sobre essa classificação é de oposição à medida, citando temores de ingerência externa e até de uma possível invasão do Brasil, o que mobiliza a oposição. O tema, portanto, aparece como assunto de interesse entre aliados e adversários, com impactos para o clima político interno.

Entre os pontos de divergência com o governo anterior, destaca-se o histórico de relacionamento com autoridades americanas. Em janeiro de 2025, Mauro Vieira, chanceler do governo Lula, demorou nove meses para conseguir uma audiência com Rubio, que durou cerca de cinco minutos, à margem de reunião ministerial do G7, em meio a tensões econômicas geradas por tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros.

Contexto político

A sequência de encontros de Flavio Bolsonaro em Washington ocorre em um momento de aproximação entre setores pró-aliança com os EUA. Ainda que não haja confirmação de resultados práticos, a agenda reforça a atuação do senador na cena externa, após ter conversado com Trump e mantido contatos com autoridades da diplomacia americana.

As informações sobre as reuniões não incluem divulgações de conteúdo detalhado, reconhecendo que tratativas diplomáticas costumam ficar em sigilo até novo posicionamento oficial. Fontes próximas aos fatos indicam apenas a continuidade do diálogo entre o Brasil e autoridades americanas.

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