- Pelo menos 52 guerrilheiros morreram em confrontos entre dois grupos rivais na região estratégica de produção e tráfico de cocaína, no sudeste da Colômbia, segundo uma dissidência das Farc.
- Os choques aconteceram na selva do departamento de Guaviare, perto da aldeia Barranco Colorado.
- O ministro da defesa, Pedro Sánchez, confirmou os conflitos e disse que tropas foram mobilizadas para proteger a população civil; o Exército também informou o combate, mas sem detalhar o número de mortes; a Reuters não pôde verificar a cifra.
- Os enfrentamentos são entre dissidentes das Farc liderados por Néstor Gregorio Vera, o Iván Mordisco, e outra facção liderada por Alexander Díaz Mendoza, o Calarcá Córdoba; ambas rejeitaram o acordo de paz de 2016.
- O conflito, financiado principalmente por tráfico de drogas e mineração ilegal, já deixou mais de 450 mil mortos e milhões de deslocados em mais de seis décadas; alguns grupos mantêm negociações de paz com o governo, enquanto outros seguem em confronto.
O conflito entre grupos armados na Colômbia deixou ao menos 52 guerrilheiros mortos, segundo uma dissidência da Farc envolvida na luta. O confronto ocorreu em áreas da selva do departamento de Guaviare, próximo à aldeia Barranco Colorado. A disputa envolve controle territorial de regiões estratégicas para produção e tráfico de cocaína.
A luta foi entre a dissidência liderada por Néstor Gregorio Vera, o Iván Mordisco, e um grupo liderado por Alexander Díaz Mendoza, o Calarcá Córdoba. Ambos rejeitaram o acordo de paz de 2016, que permitiu a desmobilização de parte dos membros da Farc.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, confirmou a ocorrência de combates pela rede social e disse que tropas foram deslocadas para proteger a população civil. O Exército colombiano também informou sobre operações na área, mas não detalhou o número de mortos.
Contexto regional e desdobramentos
A Farc tem facções dissidentes há anos, mantendo ações ilegais associadas a drogas e mineração ilegal. O grupo de Díaz Mendoza negocia com o governo de Gustavo Petro, enquanto Vera mantém confrontos com as autoridades desde 2024, quando a vigência do cessar-fogo bilateral foi suspensa.
Na semana passada, a maior dissidência, o Estado-Major Central, anunciou suspensão de operações militares contra as forças públicas entre 20 de maio e 10 de junho, envolvendo apenas parte das ações, sem cessar completo de atividades.
Rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) também anunciaram um cessar-fogo anterior às eleições, em meio a mais de seis décadas de conflito. O impacto humano do confronto já resulta em dezenas de mortos e deslocamentos forçados.
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