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Conselheiro de Lula afirma que CV e PCC são problema, não pretexto para EUA

Celso Amorim afirma que combate ao crime organizado é objetivo; critica EUA por classificar CV e PCC como terroristas e defende cooperação

O ex-chanceler Celso Amorim
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  • Celso Amorim afirmou que combater o crime organizado é essencial, mas criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas.
  • A posição foi anunciada após a visita do senador Flávio Bolsonaro aos EUA, com participação de membros do governo americano.
  • O deputado Marco Rubio, do Departamento de Estado, disse que as organizações são perigosas e que a administração Trump usará ferramentas para proteger interesses de segurança nacional e cortar financiamento.
  • O texto também cita críticas de Guilherme Boulos, que questionou se os EUA classificariam como terrorista a milícia do Rio de Janeiro ligada aos Bolsonaro.
  • Com a designação, passam a valer medidas contra apoio, bloqueio de recursos e isolamento das organizações; bancos americanos devem bloquear fundos e o Brasil discorda da denominação, que, no país, se aplica a atos violentos motivados por xenofobia ou preconceito.

O conselheiro de assuntos internacionais do governo Lula, Celso Amorim, criticou a designação dos grupos CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu em meio a debates sobre cooperação internacional no combate ao crime organizado.

Amorim afirmou que a cooperação é bem-vinda para temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas, mas rejeitou o uso de pretextos para intervenção estrangeira no Brasil. A posição foi divulgada após a divulgação da decisão norte‑americana, neste fim de semana, referente a ações vistas como um distanciamento do Brasil de políticas de segurança pública.

A medida dos EUA foi anunciada na quinta-feira, após a visita do senador Flávio Bolsonaro ao presidente Donald Trump, em Washington, com participação de outros representantes do governo americano. Entre os presentes estavam Marco Rubio, do Departamento de Estado, e JD Vance, vice-presidente dos EUA.

Rubio enfatizou, em postagem nas redes sociais, que as organizações citadas representam grande risco para a região e para os interesses de segurança nacional dos EUA, afirmando que o governo americano manterá ferramentas para impedir o financiamento dessas redes criminosas.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral, questionou publicamente se a classificação poderia ser aplicada a outras estruturas criminosas no Brasil, sugerindo que a discussão envolve aspectos políticos além da criminalidade. A resposta oficial envolve nuances entre legislação brasileira e o entendimento internacional sobre terrorismo.

Entenda o impacto

A designação passa a criminalizar qualquer tipo de apoio, bloqueio de recursos e isolamento financeiro das organizações mencionadas. Segundo o governo americano, integrantes pode não entrar no território dos EUA e, se presentes, podem ser expulsos.

Bancos norte‑americanos ficariam obrigados a bloquear fundos e reportar atividades relacionadas a esses grupos. O Brasil discorda da denominação, que no país costuma ser aplicada apenas a atos violentos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito para provocar terror social.

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