- O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que classificará oficialmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras.
- As duas facções serão incluídas na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras no dia 5 de junho.
- A medida faz parte da estratégia de endurecimento do governo americano contra o crime organizado internacional e de ampliar sanções contra grupos ligados ao narcotráfico.
- O anúncio ocorreu um dia após o senador Flávio Bolsonaro ter revelado ter pedido a Trump que classificasse as facções como organizações terroristas.
- O chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, afirmou que o PCC e o CV são as organizações criminosas “mais violentas” do Brasil, com atuação na região.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou hoje que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão classificados como organizações terroristas estrangeiras e incluídos na lista FTOs. A inclusão está prevista para ocorrer na sexta-feira, 5 de junho, nos EUA. A medida visa reforçar o combate ao crime organizado internacional e ampliar sanções a grupos ligados ao narcotráfico.
Segundo o anúncio, o objetivo é reconhecer as facções como organizações criminosas com atuação transnacional, responsáveis por violência significativa. O comunicado cita a presença dos grupos na região e o impacto de suas atividades para segurança nacional e regional. A decisão integra a postura do governo dos EUA de endurecer ações contra redes criminosas.
O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que descreveu as duas facções como as mais violentas do Brasil. A medida está alinhada à estratégia de combate internacional ao crime organizado promovida pela administração de Donald Trump. A classificação passa a valer após a publicação na lista oficial.
Desdobramentos e contexto: o dia anterior houve uma fala pública de Flávio Bolsonaro, senador brasileiro, que afirmou ter solicitado a Trump a classificação. O pedido teria ocorrido durante reunião no Salão Oval da Casa Branca. As autoridades brasileiras ainda não se posicionaram formalmente sobre o tema.
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