- O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) passarão a ser classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e poderão ser designados como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs), com vigência a partir de 5 de junho de 2026.
- A decisão ocorre após reuniões em Washington entre o senador Flávio Bolsonaro e autoridades norte‑americanas, incluindo o secretário de Estado Marco Rubio e o vice‑presidente JD Vance, além de encontro de Flávio com o então presidente dos EUA, Donald Trump.
- O comunicado destaca que as duas organizações são entre as mais violentas do Brasil, com redes que se estendem além do país e atuam na região.
- As medidas são respaldadas pela seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e pela Ordem Executiva 13224, com as designações entrando em vigor após publicação no Diário Oficial Federal (Federal Register).
- O governo americano afirma manter ferramentas para combater narcoterrorismo, desmantelar cartéis e proteger a segurança nacional, enfatizando o combate a atividades violentas associadas aos grupos.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos designou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs) e pretende classificá-los como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A vigência entra em vigor em 5 de junho de 2026.
A medida foi anunciada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reunir-se em Washington com o secretário de Estado, Marco Rubio, e com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. Na ocasião, o parlamentar havia pedido a classificação dos grupos.
O anúncio confirma ações previstas sob a lei de imigração e nacionalidade e a ordem executiva 13224. A designação será publicada no Diário Oficial Federal após o registro no Federal Register.
Contexto diplomático e impactos
Flávio Bolsonaro havia discutido o tema com autoridades americanas durante visitas anteriores a Washington, em um movimento que envolve cooperação entre governos na pauta de segurança regional.
Especialistas destacam que a designação amplia ferramentas judiciais e de fiscalização para desmontar redes ilícitas associadas aos grupos e reduzir fluxos de receita que financiam atividades violentas.
Autoridades brasileiras ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o desdobramento, mas a medida é vista como parte de uma linha de pressão internacional contra organizações criminosas com atuação transnacional.
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