- O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) manifestou-se contra a classificação dos grupos Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como Terroristas Globais Especialmente Designados pelos Estados Unidos.
- A nota ressalta que a decisão pode afetar a soberania, a economia, o sistema financeiro e a cooperação regional e internacional do Brasil, além de ter sido capturada pela disputa eleitoral.
- O comunicado americano prevê a designação a partir do dia 5 de junho.
- O FBSP afirma que a medida pode trazer consequências diplomáticas, apesar de a cooperação policial entre Brasil e EUA ter sido histórica e contínua.
- A entidade destaca a necessidade de enfrentar o crime organizado com ações do Poder Público voltadas a territórios, mercados e setores usados pelo crime, sem recorrer a saídas unilaterais.
O FBSP (Fórum Brasileiro de Segurança Pública) manifestou-se contra a decisão do governo dos Estados Unidos que classificou o Comando Vermelho e o PCC como Terroristas Globais Especialmente Designados. A notícia foi anunciada nesta quinta-feira (28).
Em nota, o FBSP argumenta que a medida traz implicações profundas à soberania brasileira, à economia, ao sistema financeiro e à cooperação regional e internacional. Segundo a entidade, a decisão foi estimulada por disputas eleitorais e não avaliou possíveis saídas unilaterais de outras nações para uma economia do porte do Brasil.
O comunicado americano afirma que a designação entrará em vigor a partir de 5 de junho e deverá afetar operações dos dois grupos em território nacional. O FBSP ressalta que a cooperação entre Brasil e EUA, principalmente no combate à lavagem de dinheiro, precisa continuar, mas critica o tom político da decisão e alerta para riscos de descontinuidade em políticas públicas.
Impacto diplomático e interno
O fórum destaca que as relações de cooperação policial entre os dois países são históricas e visam manter intercâmbio de inteligência. No entanto, aponta que o apoio de setores políticos à medida pode reduzir o espaço para ações coordenadas que o governo brasileiro precisa promover para retomar territórios e regular setores usados pelo crime organizado, como fintechs, apostas e criptoativos.
Para o FBSP, a classificação pode gerar consequências diplomáticas e complicar a cooperação em áreas sensíveis. A entidade reforça a importância de manter o diálogo estreito entre autoridades para evitar impactos na soberania e no funcionamento conjunto de políticas de segurança.
A organização não governamental, apartidária e sem fins lucrativos reúne policiais, gestores públicos, pesquisadores e operadores do sistema de justiça. O FBSP é reconhecido pela produção de dados e pelo estímulo a políticas de segurança como direito social. Com informações de Thomaz Coelho.
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