- O Fórum Brasileiro de Segurança Pública classifica a decisão dos Estados Unidos de considerar o PCC e o CV como organizações terroristas como ato soberano, mas critica a leitura política no Brasil e o impacto sobre soberania, economia e cooperação internacional.
- A nota foi publicada após o senador Flávio Bolsonaro se encontrar com o presidente Donald Trump na Casa Branca, o que, segundo o FBSP, ajudou a ampliar o debate político sobre o tema.
- O FBSP afirma que a medida, embora relevante para o enfrentamento do crime organizado, foi explorada politicamente no Brasil e pode gerar saídas unilaterais que afetem a economia do país.
- O Fórum ressalta a importância da continuidade da cooperação entre Brasil e Estados Unidos, destacando troca de informações de inteligência e combate à lavagem de dinheiro.
- No plano interno, o FBSP critica o apoio de setores políticos à medida e aponta riscos de soluções simplistas para retomar territórios e regular mercados usados pelo crime, como fintechs, apostas, criptoativos.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) avaliou a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. A avaliação ocorreu após a visita do senador Flávio Bolsonaro à Casa Branca, com encontros com o governo americano, e foi publicada nesta quinta-feira.
Para o FBSP, a medida é um ato soberano dos EUA. No entanto, a entidade critica a forma como o tema tem sido explorado no debate político brasileiro e teme impactos sobre a soberania, a economia e a cooperação internacional. A nota aponta que o tema foi capturado pela disputa eleitoral e não pela complexidade do crime organizado no Brasil.
A decisão, segundo o FBSP, não considera as estratégias nacionais de enfrentamento ao crime organizado. A entidade ressalta riscos de saídas unilaterais na economia do país e destaca a importância da cooperação entre Brasil e EUA, especialmente na troca de informações de inteligência e no combate à lavagem de dinheiro, que deve continuar.
Cooperação e impactos
O FBSP afirma que Brasil e Estados Unidos possuem uma longa tradição de cooperação policial. O texto reforça que a parceria entre as duas nações tem sido marcada pela cooperação em inteligência e pela atuação conjunta para regular setores vulneráveis ao crime, como fintechs, apostas e criptoativos.
Agenda interna e leitura política
No campo interno, o fórum critica o apoio de setores políticos à medida, afirmando que isso revela visões simplistas sobre as tarefas do poder público. A nota aponta que enfrentar o crime organizado exige ações robustas para retomar territórios, além de políticas para regular mercados e segmentos usados pela criminalidade.
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