- A Guarda Revolucionária Islâmica afirma ter atacado uma base aérea americana no Oriente Médio, em retaliação aos disparos dos EUA contra o sul do Irã.
- O Centcom confirmou que o Kuwait interceptou um míssil balístico lançado pelo Irã; o Kuwait também disse ter interceptado ameaças de mísseis e drones, sem detalhar a origem.
- Os EUA dizem ter abatido drones iranianos sobre o Estreito de Ormuz e terem atacado uma instalação militar em Bandar Abbas, alegando legítima defesa; a guarda diz que a base no Kuwait serviu de lançamento para o ataque a Bandar Abbas.
- A escalada ameaça o cessar-fogo vigente desde abril e o processo diplomático recente; é o segundo ataque americano em três dias contra alvos no Irã.
- Washington impôs sanções à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico; o Irã afirma tomar medidas para defender sua soberania.
A Guarda Revolucionária Islâmica informou ter atacado nesta quinta-feira uma base aérea americana no Oriente Médio, em resposta a disparos dos EUA contra o sul do Irã. Segundo a milícia, a ação foi uma resposta ao rompimento do cessar-fogo. O ataque não teve localização confirmada pelas autoridades iranianas.
O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou que o Kuwait interceptou com sucesso um míssel balístico lançado pelo Irã. Em nota, o Centcom afirmou ainda que o Kuwait interceptou ameaças de mísseis e drones, sem detalhar a origem. Anteriormente, os EUA haviam abatido drones iranianos sobre o Estreito de Ormuz e atacado uma instalação militar em Bandar Abbas.
Essa escalada ocorre após ataques ucranianos de retaliação, com a Guarda Revolucionária alegando que a base no Kuwait serviu de lançamento para ataques em Bandar Abbas. O Centcom informou que cinco drones iranianos foram interceptados e que um sexto drone foi neutralizado a partir de uma base iraniana em Bandar Abbas.
Escalada de tensões
As ações marcam a retomada de hostilidades, que coloca em risco o cessar-fogo vigente desde abril e o diálogo diplomático recente. O governo americano descreveu os ataques como autodefesa, repetindo a intenção de manter o cessar-fogo. O Irã condenou as ações americanas como violação do acordo.
Esmail Baqai, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que os ataques dos EUA violam o cessar-fogo e disse que Teerã defenderá sua soberania. Na semana passada, Washington já havia anunciado sanções à Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, responsável pela cobrança de pedágios nos tráfegos de Ormuz.
Contexto diplomático
As negociações para encerrar o conflito seguem em avaliação, com as partes mantendo posições firmes. O governo americano demonstrou disposição para ações defensivas, enquanto o Irã indicou que não tolerará agressões. Observa-se uma comunicação tensa entre Washington, Teerã e aliados na região.
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