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Lula pede união regional diante de tensões na América do Sul

Lula defende união regional diante da fragmentação sul-americana; Brasil e Suriname avançam em defesa, energia e comércio para ampliar presença no Caribe

Lula recebeu a presidente surinamese Jennifer Geerlings-Simons para almoço no Planalto; em seguida, foram para o Itamaraty
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  • Lula pediu maior diálogo entre países da região diante da “constante fragmentação regional”, após reunião com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Planalto.
  • Brasil e Suriname assinaram treze atos bilaterais nos setores de defesa, segurança pública, comércio, energia e desenvolvimento social.
  • Um memorando de entendimento estabelece operações militares espelhadas na fronteira para ampliar vigilância e combater crimes transnacionais na Amazônia.
  • Outros acordos tratam de cooperação contra tráfico de pessoas, contrabando de migrantes e parceria entre a Polícia Federal e a polícia do Suriname, além de cooperação em cibersegurança.
  • Lula sinalizou ampliar a presença brasileira no Caribe, vendo o Suriname como porta de entrada regional, especialmente diante de descobertas de petróleo na região; o Suriname foi convidado a participar como observador do exercício Guardião Cibernético.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, para um almoço no Planalto na manhã desta quinta-feira. Em seguida, os dois seguiram para o Itamaraty, onde assinaram 13 atos bilaterais em defesa, segurança pública, comércio, energia e desenvolvimento social. Lula pediu maior diálogo regional diante da “constante fragmentação” na América do Sul.

A reunião bilateral ocorreu no Palácio do Planalto e marcou uma intensificação da cooperação entre Brasil e Suriname. Os acordos visam ampliar a vigilância fronteiriça, combater crimes transnacionais e facilitar ações conjuntas na região amazônica. A assinatura inclui ainda cooperação entre as polícias e áreas de cibersegurança.

O governo brasileiro enfatiza que Suriname é estratégico para ampliar a presença no Caribe e fortalecer a integração do Norte da América do Sul. A aproximação surge em meio a disputas de influência entre EUA e China e ao interesse por petróleo na costa surinamesa.

Na área de defesa, foi firmado um memorando para operações espelhadas na faixa de fronteira, com coordenação entre as Forças Armadas dos dois países. Foram previstos mecanismos de vigilância territorial e combate ao narcotráfico na Amazônia.

Também houve acordo de cooperação para enfrentar o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes, com ações conjuntas de prevenção, proteção às vítimas, investigação e persecução penal. Em segurança pública, o acordo envolve a PF brasileira e a polícia do Suriname.

Outro memorando envolve cooperação entre o Gabinete de Segurança Institucional brasileiro e a Diretoria de Segurança Nacional do Suriname, voltado à cibersegurança. Lula destacou a ideia de “unir forças regionais” contra crimes ambientais, tráfico de armas e contrabando.

O Brasil ainda sinalizou interesse em aumentar a compra de petróleo surinamês e aprofundar o acordo comercial de alcance parcial. A assinatura desses instrumentos ocorre em meio a debates sobre ampliação de cooperação energética e ampliar o comércio bilateral, hoje considerado limitado.

Além das questões de defesa, o governo brasileiro convidou o Suriname para participar como observador do exercício Guardião Cibernético, treinamento envolvendo as Forças Armadas brasileiras na área de defesa digital.

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