- Lula afirmou que quer ampliar as compras brasileiras de produtos do Suriname, incluindo petróleo, após reunião com a presidente Jennifer Geerlings-Simons no Planalto.
- Brasil e Suriname assinaram treze atos bilaterais nas áreas de defesa, segurança pública, energia, comércio e desenvolvimento social.
- Houve acordo para negociar um tratado de comércio de alcance parcial, visando ampliar o intercâmbio econômico entre os dois países.
- Lula afirmou que a Petrobras pode trabalhar com o Suriname para equilibrar a balança comercial, importando petróleo para sustentar cooperação mútua.
- O comércio entre os dois países ficou em cerca de US$ 50 milhões em 2025, e a cooperação abrange ainda combate ao tráfico, migração irregular e cibersegurança.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira que o Brasil pretende ampliar as compras de petróleo e outros produtos do Suriname. A declaração foi feita após encontro com a presidente Jennifer Geerlings-Simons, no Planalto.
Lula afirmou que o Suriname pode se tornar grande produtor de petróleo e que a Petrobras pode atuar em parceria com o país. A ideia é equilibrar a balança comercial, importando parte do petróleo para compensar a cooperação existente.
A análise do governo mostra que o comércio entre Brasil e Suriname é ainda restrito, com cerca de US$ 50 milhões em 2025. O objetivo é ampliar esse volume por meio de acordos econômicos.
13 acordos para cooperação
Brasil e Suriname assinaram 13 atos nos temas defesa, segurança pública, energia, comércio e desenvolvimento social. Também houve termos de referência para negociação de um acordo comercial de alcance parcial.
Lula defendeu aprofundar a cooperação energética, destacando o potencial do Suriname em petróleo, energias renováveis e mineração sustentável. A ideia é aumentar exportação, agregação de valor e oportunidades setoriais.
O Planalto vê o Suriname como estratégico para ampliar a presença brasileira no Caribe, por ligação com a Comunidade do Caribe e proximidade da Amazônia. O país é visto como porta de entrada para a região.
Defesa, fronteiras e cooperação institucional
Entre os instrumentos assinados está um memorando para operações espelhadas na faixa de fronteira, com coordenação entre as Forças Armadas para ampliar vigilância e combater crimes transnacionais na Amazônia.
O acordo de defesa também envolve cooperação para enfrentar narcotráfico, contrabando e crimes ambientais. A parceria institucional inclui a Polícia Federal e a polícia Surinamesa em cibersegurança.
Lula ressaltou a união entre Brasil e Suriname no enfrentamento regional de crimes graves, com foco em narcotráfico, tráfico de armas e proteção ambiental. O governo enfatiza o papel estratégico do Suriname na região.
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