- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou às Forças Armadas ampliar a presença de Israel para setenta por cento da Faixa de Gaza.
- A decisão ocorre apesar da trégua mediada pelos Estados Unidos, que previa retirada até a Linha Amarela, com controle de cerca de cinquenta e três por cento do território.
- Mapas militares divulgados mostram avanço para quarenta e quatro por cento adicionais, indicando controle sobre uma área maior sob Hamas, chegando a cerca de sessenta e quatro por cento.
- A ofensiva israelense continua em Gaza, com mais de novecentos mortos desde a trégua, segundo autoridades de saúde locais, e quatro soldados israelenses mortos por militantes no mesmo período.
- Um ataque na noite de quarta-feira deixou ao menos dez mortos, incluindo cinco crianças, durante as comemorações do Eid al-Adha.
Benjamin Netanyahu afirmou nesta quinta-feira (28/05) que ordenou às Forças Armadas ampliar a presença de Israel para 70% da Faixa de Gaza. A medida envolve áreas costeiras sob controle israelense, onde a população já vive confinada em corredores restritos.
Pelo acordo de trégua mediado pelos EUA, as tropas deveriam se retirar até a Linha Amarela, limitada ao redor de 53% do território. Mapas de março indicaram um avanço de Israel para 64%, com blocos de concreto deslocados para além da linha anterior.
Segundo a agência Reuters, desde a assinatura da trégua, os clashes se intensificaram; o Exército afirma ter pressionado o Hamas, enquanto o grupo e moradores denunciam deslocamentos e destruição. Grandes áreas foram devastadas pelos bombardeios.
Contexto da trégua e desdobramentos
Netanyahu descreve zonas de “amortecimento” criadas por Israel como forma de impedir ataques. Palestinos veem a ampliação como via de deslocamento permanente.
A escalada ocorre em meio a ataques contínuos em Gaza. Autoridades de saúde de Gaza apontam mais de 900 mortos desde a trégua. O Exército israelense confirma perdas de militares, atribuídas a militantes.
Um ataque na noite de quarta-feira deixou ao menos 10 mortos, incluindo cinco crianças, e feriu 18. O ataque coincidia com o Eid al-Adha, feriado muçulmano observado por palestinos em acampamentos e prédios danificados.
(Informações de Reuters e DW)
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