- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou que as Forças de Defesa ampliassem a ocupação de Gaza para setenta por cento.
- Ele afirmou que a ocupação passou de cinquenta por cento para sessenta por cento, e que agora chega a setenta por cento.
- Pelo acordo de cessar-fogo assinado em outubro, as FDI recuaram a uma linha amarela e controlavam cerca de cinquenta e três por cento de Gaza; a retirada de fato já não ocorre nessa faixa.
- A expansão foi recebida como violação do cessar-fogo pela militância Hamas, que chamou a medida de sabotagem e tentativa de impor novos fatos no terreno.
- A informação sobre a reação do Hamas foi veiculada pela emissora CNN.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou às Forças de Defesa (FDI) que expandam para 70% a ocupação da Faixa de Gaza. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 28, durante uma conferência na Cisjordânia.
Segundo Netanyahu, a ocupação atual está em torno de 60%, após ter passado de 50% anteriormente. A declaração foi feita em tom de firmeza, com o objetivo de avançar no controle do território em conflito.
A população presente na plateia pediu a ocupação total de Gaza, mas o premiê afirmou que a meta inicial é 70% e que o plano começa por esse patamar. A fala foi dada sob o escrutínio internacional.
Pelo acordo de cessar-fogo assinado em outubro, as FDI haviam recuado para uma linha amarela, mantendo controle de cerca de 53% da Gaza. A expansão é apresentada como resposta a novas ameaças reconhecidas por Israel.
De acordo com a CNN, o Hamas classificou a expansão como violação do cessar-fogo, descrevendo-a como uma tentativa de impor fatos no terreno. O grupo afirmou que a medida compromete a estabilidade da região.
Aporte de contexto: autoridades israelenses justificam a medida como parte de estratégias de dissuasão frente ao Hamas. Analistas ressaltam que a desescalada depende de condições de segurança e de negociações com atores regionais.
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