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Noruega e jornalismo brasileiro discutem divergências sobre o agro

Críticas à parcialidade da Folha, financiada pela Rainforest Foundation Norway, expõem incoerência ambiental e impactos da Ferrogrão ao agronegócio brasileiro

A Noruega financia críticas ao agro no Brasil enquanto despreza dificuldades dos lapões no próprio país. (Foto: Imagem produzida por ChatGPT/Gazeta do Povo)
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  • Folha de S. Paulo estaria veiculando críticas a obras de infraestrutura no Brasil patrocinadas pela Rainforest Foundation Norway, segundo a notícia.
  • Levantamento do Real Time Big Data indica que cinquenta e dois por cento dos brasileiros desconfiam da imprensa, dado tema abordado na matéria.
  • A reportagem questiona o interesse da fundação norueguesa nas obras brasileiras, citando suposta defesa de minorias e comparando com a situação dos sâmis na Noruega.
  • A notícia aponta que, no Reino Unido, o campo de Rosebank foi autorizado para exploração até 2030, gerando expectativa de até oito por cento da produção petrolífera britânica, e menciona a participação da Equinor, estatal norueguesa.
  • Documento da Oil Change International aponta que a Noruega concedeu cerca de setecentas licenças de exploração na última década e planeja mineração offshore, além de subsídios agrícolas significativos no país.

A Rainforest Foundation Norway financiou reportagens da Folha de S. Paulo nesta semana, com críticas a obras de infraestrutura no Brasil, em especial à Ferrogrão, considerada essencial para o escoamento do agronegócio.

Levantamento do Real Time Big Data aponta desconfiança de 52% na imprensa entre os brasileiros; há 75% de descrédito apontado pela Folha em relação às notícias. Dados usados para contextualizar o debate.

A Folha afirma que a fundação tem interesse em defender minorias; a reportagem levanta a ironia de que, na Noruega, as minorias estão marginalizadas em áreas como Finnmark, Troms e Nordland.

A matéria compara com ações no Reino Unido, que aprovou o campo de petróleo Rosebank, controlado pela Equinor, ligada à Noruega; a agência OCI classifica a Noruega como exploradora agressiva de petróleo e gás na Europa.

O relatório da OCI aponta 700 novas licenças de exploração nos últimos dez anos e estima emissões adicionais de CO2 de até 3 gigatoneladas com projetos não desenvolvidos, superando significativamente as emissões domésticas da Noruega.

Outro foco envolve planos do governo norueguês para abrir uma área oceânica vastíssima para mineração em alto-mar, próximo a Svalbard, visando extrair metais de baterias, com votação em Parlamento prevista.

Em Bergen, políticos defendem que a Noruega pode agir no fundo do mar para manter liderança em recursos marinhos; o premiê Jonas Gahr Støre, copresidente do Ocean Panel, aponta a necessidade de escolhas entre atividades humanas e preservação.

Segundo dados, a indústria do petróleo representa cerca de 22% do PIB norueguês e a caça comercial de baleias permanece permitida no país, marcado por forte atuação de subsídios públicos na agricultura.

Relata-se ainda que, no Brasil, a imprensa é alvo de críticas por suposta parcialidade, enquanto a Noruega sustenta subsídios significativos à agricultura, estimados em quase 60% da renda de produtores locais.

A reportagem encerra sugerindo uma campanha para criação de áreas nativas para os sâmis, indicando interesse de eventualmente mobilizar apoio da Sami Foundation Brazil.

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