- Portugal registra 40,3°C em Mora, recorde para o mês, com a previsão de ser a onda de calor mais longa e intensa da história naquele período.
- França atinge 37,8°C em Angoulême-La Couronne; o primeiro-ministro reuniu o gabinete para discutir medidas de emergência.
- Itália em alerta vermelho em Roma, Bolonha, Florença e Turim, devido ao risco de efeitos nocivos à saúde.
- Em Roland Garros, o líder do ranking, Jannik Sinner, foi eliminado na segunda rodada sob 33°C de calor.
- A situação é marcada por temperaturas recordes na Europa, com a ONU chamando o momento de recado brutal do aquecimento global.
O calor atingiu níveis críticos na França, Itália e Portugal, com várias cidades registrando recordes para o período. Em Portugal, Mora, no Alentejo, marcou 40,3°C, superando o recorde anterior de 40,0°C (maio de 2001). O Instituto Português do Mar e da Atmosfera avisa que a onda de calor pode se tornar a mais longa e intensa já observada nessa época do ano.
Na França, a temperatura chegou a 37,8°C em Angoulême-La Couronne, no noroeste. O governo reuniu o gabinete para deliberar sobre medidas de emergência. Enquanto isso, na Itália, cidades como Roma, Bolonha, Florença e Turim entraram em alerta vermelho, classificado como “situação de emergência” pela pasta da Saúde.
A ONU descreveu a persistência do aquecimento global como um recado brutal, associando a tendência a ondas de calor mais frequentes, intensas e longas. Especialistas destacam que noites tropicais elevadas dificultam o resfriamento do solo e agravam riscos à saúde.
Conteúdo adicional mostra que, na Europa, Londres registrou pico de temperatura 16°C acima da média de maio, enquanto Paris, Berlim, Lisboa e Madri tiveram quedas similares. Em síntese, o continente enfrenta uma maré de calor sem precedentes para a época do ano.
Na elite esportiva, o clima também impacta a programação. No Aberto da França, em Roland Garros, Jannik Sinner, número um do mundo, foi eliminado na segunda rodada sob 33°C, após enfrentar o 56º colocado, Juan Manuel Cerúndolo. O calor foi apresentado como fator de desgaste nos apuros da partida.
Em Londres, relatos apontam que o verão chegou mais cedo e com temperaturas elevadas para a estação. O Reino Unido, porém, também acompanha estudos que projetam mortes adicionais em função da onda de calor, especialmente entre idosos e pessoas com doenças pré-existentes.
O cenário é acompanhado por especialistas que citam pesquisas sobre a última grande onda de calor europeia. Segundo estudo citado, parte relevante das mortes associadas ao calor decorre do aquecimento provocado pela mudança climática, reforçando a necessidade de medidas de adaptação.
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