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Organizações consideradas terroristas na América Latina além de PCC e CV

EUA classificam PCC e CV como Organizações Terroristas Estrangeiras; lista soma 110 grupos, com 29 novas adesões na América Latina desde 2025

Extraditado para os EUA, 'El Chapo' foi o líder do Cartel de Sinaloa
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  • O governo dos Estados Unidos classificou o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras, incluídas na lista de FTO.
  • Ao todo, a lista chega a 110 grupos, sendo 41 incluídos durante os mandatos de Donald Trump (37%).
  • Desde o começo de 2025, foram adicionados 29 grupos, 17 deles com atuação na América Latina, segundo a FTO.
  • Em 20 de fevereiro de 2025, oito grupos foram designados como FTO/SDGT, incluindo cartéis mexicanos como Sinaloa, CJNG, CDG, CDN, LNFM e CU; também Tren de Aragua e MS-13.
  • Entre maio e setembro de 2025 foram incluídos Gran Grif, Viv Ansanm (Haiti), Los Choneros, Los Lobos (Equador) e Barrio 18; antes, já eram citados Cártel de los Soles e Clan del Golfo.

O governo dos Estados Unidos classificou o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO). A designação faz parte da lista de FTO mantida pelo Departamento de Estado, que reúne grupos considerados terroristas em todo o mundo. A medida foi anunciada em 28 de fevereiro de 2025.

Ao todo, a lista de FTO cita 110 grupos. Desse total, 41 foram incluídos durante os dois mandatos do ex-presidente Donald Trump, correspondendo a 37%. A partir de 2025, 29 novos grupos da América Latina passaram a constar na lista, segundo o relatório do próprio órgão norte-americano.

Primeira leva de 2025

Em 20 de fevereiro de 2025, Washington adicionou oito grupos à lista, abrindo a fase inicial de uma estratégia anunciada em 20 de janeiro de 2025, quando o governo tomou posse. A intenção é enfrentar grupos ligados a uma crise de saúde pública provocada pelo tráfico de drogas sintéticas letais.

Entre os incluídos estão seis cartéis mexicanos de elite. O Cártel de Sinaloa (CDS) é descrito pelos EUA como um dos mais poderosos do mundo, com atuação dominante no tráfico de fentanil para os Estados Unidos. A liderança histórica envolve “El Chapo” e membros da família Guzmán, como Ismael Zambada e Iván Archivaldo Guzmán.

O Cártel de Jalisco Nueva Generación (CJNG) aparece como responsável por tráfico de fentanil, metanfetamina e cocaína, com infiltração em grande parte do México e conexões internacionais. O grupo ficou marcado pelo uso de armamento pesado e drones explosivos; a liderança é associada a Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”.

Demais grupos judiciais e regionais

Outros citados são o Cártel del Golfo (CDG) e o Cártel del Noreste (CDN), com atuação tradicional no México e fronteira com o Texas, envolvendo atividades de tráfico, contrabando e violência para manter controle territorial. O LNFM, ligado a Michoacán, aparece na lista com atividades de tráfico, extorsão e sequestro; líderes citados são Johnny Hurtado Olascoaga e José Alfredo Hurtado Olascoaga.

Uma aliança regional, os Cárteles Unidos (CU), também integra a lista, com atuação em Michoacán e confrontos com rivais como Los Zetas e CJNG.

Grupos transnacionais

Entre os grupos transnacionais, entram a venezuelana Tren de Aragua (TdA) e a Mara Salvatrucha (MS-13), de origem salvadorenha. TdA é destacada por violência extrema, sequestrando, extorquindo e atacando autoridades. A MS-13 atua na América Central e em outras regiões, com recrutamento e violência para manter controle territorial.

Grupos no Haiti, Equador e Los Angeles

Entre maio e setembro de 2025, novos adicionados incluem Gran Grif e Viv Ansanm, no Haiti, pela escalada de violência e instabilidade. No Equador, Los Choneros aparecem como FTO pela atuação na crise de segurança; Los Lobos é citado com narcotráfico e apoio ao CJNG. Barrio 18, origem de Los Angeles, também entra como gangue transnacional com presença na América Central.

Contexto regional anterior

Antes da inclusão de CV e PCC, os últimos grupos adicionados ocorreram em novembro e dezembro de 2025. Entre eles, o Cártel de los Soles, da Venezuela, acusado de coordinar tráfico internacional de cocaína e armas com apoio de figuras políticas; e o Clan del Golfo, da Colômbia, envolvido no contrabando e no tráfico de drogas em rotas relevantes para os EUA e Europa.

Fonte(s) oficial(is) destacada(s) pelo governo dos EUA indicam que a lista busca coibir atividades transnacionais ligadas ao tráfico de drogas e à violência, com foco na segurança nacional e na saúde pública.

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