- A polícia financeira italiana apreendeu ativos superiores a $230 milhões ligados às operações de lavagem de dinheiro de Matteo Messina Denaro.
- A investigação envolveu operações internacionais em Cayman Islands, Gibraltar, Líbano, Luxemburgo, Mônaco e outros lugares.
- A pista partiu de Andorra, sobre uma mulher siciliana ricamente envolvida, casada com um traficante de drogas, apontada como relacionando-se com Denaro.
- O inquérito identificou oito empresas em Gibraltar, Espanha e Cayman Islands, mais de vinte imóveis de alto padrão, uma participação em banco no Líbano e milhões em investimentos em ouro.
- A mulher, o marido e um filho, cujos nomes não foram divulgados, foram presos por gerenciar os ativos do mafioso.
A Polícia Financeira italiana informou nesta quinta-feira a apreensão de mais de 230 milhões de dólares em ativos ligados às operações de lavagem de dinheiro do mafioso Matteo Messina Denaro. A ação envolve uma rede global que inclui Cayman Islands, Gibraltar, Líbano, Luxemburgo e Mônaco, entre outros.
A investigação teve início após uma denúncia em Andorra sobre uma mulher siciliana de grande patrimônio, moradora do principado. Ela é natural de Campobello di Mazara, cidade onde Denaro viveu discretamente, e era casada com um traficante de drogas de alto escalão que mantinha vínculos com a Cosa Nostra.
Segundo as autoridades, a apuração revelou ativos acumulados ao longo de mais de 40 anos por meio do reinvestimento de recursos provenientes do tráfico. Ao todo, cerca de 150 policiais italianos atuaram, com cooperação internacional, para mapear as estruturas do esquema.
Foram identificadas oito empresas em Gibraltar, Espanha e as Cayman Islands, mais de 20 propriedades de alto padrão, incluindo resorts na Costa del Sol, uma participação em um banco no Líbano e investimentos em ouro, avaliados em dezenas de milhões de dólares.
Denaro, natural de Castelvetrano, controlava a região ocidental da Sicília mesmo em fuga. O nome dele figura entre os mais procurados por décadas, e sua operação internacional abrangia negócios legais além de atividades criminosas. Anetoriografia aponta que o controle se manteve mesmo após sua captura simulada e morte em custódia.
A mulher identificada pelas autoridades, seu marido e um filho foram presos sob acusação de administrar os ativos do fugitivo. Os três não tiveram os nomes divulgados pela Polícia, que reiterou a descrição dos envolvidos como parte da rede de gestão de patrimônio do mafioso.
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