- Rússia critica a Armênia por se aproximar da União Europeia antes das eleições legislativas de 7 de junho.
- Moscou aumenta a pressão sobre o país do Cáucaso, cujo governo, liderado por Nikol Pashinyan, busca um terceiro mandato e estreita laços com o Ocidente.
- Pesquisas apontam o Partido Contrato Civil com cerca de 30% de apoio, enfrentando vários grupos de oposição, incluindo alguns pró-Rússia.
- A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, disse que a Armênia continua sendo parceira natural, mas criticou as parcerias ocidentais, chamando-as de “guerra híbrida” contra a Rússia e questionando o equilíbrio da abordagem armênia.
A Rússia intensifica a pressão sobre a Armênia dias antes das eleições parlamentares de junho. Moscou critica a aproximação de Yerevan com a União Europeia, associando-a a interesses que poderiam prejudicar a Rússia. O foco do debate é a mudança nas relações exteriores do país do sul do Cáucaso.
O governo armênio, liderado pelo premiê Nikol Pashinyan, busca um terceiro mandato e tem aumentado laços com o Ocidente. Pesquisas apontam o Partido Civil, de Pashinyan, com cerca de 30% das intenções de voto, em acenando com continuidade de políticas reformistas e reforço de alianças com países europeus.
A Rússia afirmou que vê a Armênia como parceira natural, mas questionou as parcerias recentes, especialmente com a UE. Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, disse que capitais ocidentais promovem uma guerra híbrida contra Moscou e que a Armênia não está mantendo um equilíbrio claro nas relações externas.
Contexto estratégico e impactos eleitorais
Segundo a autoridade russamente posicionada, a cooperação com blocos europeus geraria riscos estratégicos para a Rússia. O pleito de 7 de junho colocará frente a frente o governo do Contrato Civil e grupos de oposição, alguns pró-Rússia. A Armênia permanece em uma situação delicada entre parcerias ocidentais e vínculos tradicionais com a Rússia.
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